**FORTIS NEWS — O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), avalia nos próximos dias a possibilidade de desistir oficialmente de uma candidatura à Presidência da República em 2026. A informação, confirmada por três fontes ligadas ao Palácio da Liberdade, revela um cenário de pressão de aliados históricos que insistem na viabilidade do nome de Zema como o único representante genuíno da agenda liberal-conservadora na disputa majoritária.**
De acordo com interlocutores que participaram de reuniões nos últimos 15 dias, Zema tem sido cobrado por empresários, parlamentares do partido Novo e lideranças do agronegócio para que mantenha a pré-candidatura. O argumento central é de que o país precisa de um nome com histórico de gestão fiscal responsável, privatizações e redução do Estado — exatamente o que Zema implementou em Minas Gerais.
**Contexto**
A pressão sobre Zema aumentou depois que pesquisas internas do Novo, obtidas pelo FORTIS NEWS, indicaram que o governador mineiro não ultrapassa dois dígitos de intenção de voto fora do eixo Sul-Sudeste. Em um cenário polarizado entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema aparece com 4% a 6% das intenções, insuficiente para levar a disputa ao segundo turno.
Aliados de Zema que defendem a candidatura avaliam que esses números podem crescer com a exposição nacional, mas o governador demonstra ceticismo. “Ele quer evitar o desgaste de uma campanha inviável que queime a imagem de gestor eficiente que construiu”, afirmou um assessor direto que pediu anonimato.
Enquanto isso, o nome de Zema é citado como possível vice em uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou mesmo como ministro de uma futura gestão liberal. O próprio Zema, em conversas reservadas, já teria mencionado que sua prioridade é concluir as reformas estruturais em Minas, como a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a reorganização da dívida do estado com a União.
**Análise FORTIS**
A hesitação de Zema expõe um dilema clássico do liberalismo no Brasil: como disputar o poder sem abrir mão dos princípios de Estado mínimo, livre mercado e responsabilidade fiscal? A resposta, para o governador mineiro, parece ser pragmática. Ele sabe que uma candidatura presidencial com baixas chances não apenas consumiria recursos escassos do partido Novo, mas também poderia enfraquecer sua base política em Minas, onde sua gestão é avaliada positivamente.
Do ponto de vista da verdade dos fatos, Zema tem razão em ser cauteloso. Pesquisas consistentes mostram que o eleitorado brasileiro ainda recompensa o “centrão” fisiológico e o discurso polarizado. Um candidato que defende a redução de impostos, a desburocratização e a austeridade fiscal encontra eco em nichos específicos — principalmente entre formadores de opinião e classes produtoras —, mas tem dificuldade em furar a bolha das redes sociais e da mídia tradicional.
Por outro lado, desistir agora pode ser interpretado como falta de coragem. O FORTIS NEWS acredita que a agenda liberal-conservadora precisa de uma liderança nacional que enfrente o establishment, mesmo que perca. Se Zema recuar, o campo ficará órfão de um nome com credibilidade técnica, abrindo espaço para que a esquerda e o populismo de direita dominem o debate.
A decisão final deve sair até outubro. Até lá, o governador deve intensificar a agenda de entregas em Minas e calibrar o discurso: candidato ou não, Zema continuará sendo a referência do liberalismo aplicado.
**1. Por que Zema está considerando desistir?** Porque pesquisas internas mostram baixa viabilidade eleitoral fora do Sudeste, além do risco de desgaste pessoal e político, podendo comprometer as reformas em Minas Gerais.
**2. Quem são os aliados que pressionam Zema?** Empresários do setor produtivo, deputados do partido Novo, lideranças do agronegócio e parte do staff do governo mineiro que veem nele o único nome liberal com chance de crescer.
**3. Qual o cenário eleitoral atual para 2026?** Polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL). Zema aparece com 4% a 6% das intenções de voto, insuficiente para o segundo turno.
**4. Qual seria o plano B de Zema se não concorrer?** Ser vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou ministro de uma futura gestão liberal, além de concluir as reformas em Minas, como a privatização da Copasa.
**5. Como a desistência afeta a agenda liberal no Brasil?** Deixa o campo sem um nome presidencial com credibilidade técnica e história de gestão fiscal responsável, favorecendo o avanço do populismo e do estatismo.
**6. O partido Novo apoia a candidatura de Zema?** O partido está dividido. A ala mais ideológica pressiona pela candidatura; a ala pragmática sugere aliança com Tarcísio para evitar fragmentação.
**7. Quais são as principais realizações de Zema em Minas?** Privatização da Cemig (parcial), redução de 40% no número de cargos comissionados, equilíbrio fiscal com déficit controlado e início da reforma administrativa.
**8. A candidatura de Zema é viável financeiramente?** O Novo tem recursos limitados. Uma campanha presidencial exigiria R$ 200 milhões a R$ 300 milhões, valor que o partido não dispõe sem coligações.
**9. Qual o prazo para Zema decidir?** Até outubro de 2025, quando o Novo realizará sua convenção e os partidos começam a registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
*— Fonte: Pesquisas internas do partido Novo, dados do TSE, artigos da Folha de S.Paulo (set./2025) e relatos de interlocutores do Palácio da Liberdade.*
Por Renan Filho · 2026-09-28