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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), avalia abandonar a pré-candidatura à Presidência da República diante da pressão de aliados que o instam a se manter na corrida eleitoral de 2026. A informação foi ventilada por painéis políticos de veículos como o jornal O Globo e a CNN Brasil, que apontam que Zema teria expressado a aliados próximos dúvidas sobre a viabilidade de sua candidatura em um cenário dominado pela polarização entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fontes do entorno do governador confirmam que as discussões internas se intensificaram após a divulgação de pesquisas qualitativas que mostram baixo reconhecimento nacional do nome de Zema fora do eixo Sudeste.
**Contexto**
Romeu Zema, 61 anos, foi reeleito em 2022 com folga no primeiro turno, governando Minas Gerais com uma gestão de perfil técnico e fiscalmente austero. Desde meados de 2024, seu nome passou a ser cogitado para a sucessão presidencial como uma alternativa de centro-direita, especialmente após a inelegibilidade de Bolsonaro não ter sido revertida pela Justiça Eleitoral. No entanto, a pré-candidatura nunca foi formalizada pelo partido Novo, que aguarda uma definição até março de 2025.
A pressão pela desistência, paradoxalmente, parte de aliados que acreditam que Zema pode vir a ser o único nome capaz de unir a oposição ao governo Lula. Relatos de bastidores indicam que lideranças do Novo e de partidos como o PP e o Republicanos têm feito apelos diretos ao governador para que ele não desista. "Sem Zema, a centro-direita corre o risco de ficar órfã de um nome competitivo", teria afirmado um deputado federal ligado à Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em reunião fechada no início de setembro.
Por outro lado, Zema enfrenta resistências internas. Pesquisas qualitativas encomendadas pelo próprio partido — cujos números exatos não foram divulgados — mostrariam que o governador ainda é pouco conhecido nas regiões Norte e Nordeste, e sua taxa de rejeição entre eleitores de direita que preferem Bolsonaro é elevada. Além disso, a ala mais ideológica do Novo defende que o partido deve manter a coerência de não lançar candidatura presidencial em 2026, focando em candidaturas proporcionais.
**Análise**
A hesitação de Zema expõe um dilema estrutural da oposição brasileira: a dificuldade de formar uma candidatura de centro-direita que não dependa do capital político de Bolsonaro, mas que também não se aproxime demais das pautas do governismo. Se Zema desistir, o campo oposicionista poderá se fragmentar ainda mais, com a volta de nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que já declarou não ter intenção de concorrer ao Planalto, mas que é constantemente pressionado.
O cenário também impacta o calendário eleitoral. A indefinição prolongada beneficia Lula, que busca consolidar sua base antes do início oficial da campanha. Para o mercado financeiro, a manutenção de Zema na disputa é vista com bons olhos, dado seu histórico de reformas administrativas em Minas e seu discurso de responsabilidade fiscal. Uma eventual desistência poderia abrir espaço para candidaturas mais imprevisíveis, como a do apresentador José Luiz Datena (PSDB) ou do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), ambos com menor tração nacional.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de reportagens dos seguintes veículos: - O Globo (série "Painel Político", edição de 28 de setembro de 2026); - CNN Brasil (análise de bastidores do colunista Basília Rodrigues, 28 de setembro); - Folha de S.Paulo (nota da coluna Painel, mesma data); - Jornal Estado de Minas (reportagem local sobre a articulação do governador).
Nenhuma declaração direta de Romeu Zema ou de sua assessoria foi obtida até o fechamento desta edição. A reportagem do FORTIS NEWS tentou contato com a Secretaria de Comunicação do governo de Minas Gerais, mas não obteve retorno até a publicação.
Por Renan Filho · 2026-09-28