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A Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de que Willer Tomaz, ex-assessor da presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, mantinha uma sala secreta no Aeroporto Internacional de Brasília equipada com contador de dinheiro. A informação consta em relatório da operação que investiga suposto esquema de pagamento de propinas e movimentação ilegal de valores. O caso veio a público após a divulgação de trechos das investigações que apontam para a existência de um espaço reservado usado para contar grandes quantias em espécie.
Segundo a PF, o local era utilizado para recebimento e contagem de dinheiro vivo, supostamente destinado a agentes públicos e intermediários. A sala, que não constava em registros oficiais do terminal, teria acesso restrito e funcionaria em horários estratégicos, coincidindo com viagens de políticos e empresários investigados.
A defesa de Willer Tomaz nega as acusações e afirma que não havia qualquer irregularidade. Em nota, os advogados classificaram as suspeitas como "especulativas" e disseram que o ex-assessor sempre atuou dentro da lei. A PF, no entanto, segue com as diligências e não descarta novas fases da operação.
**Contexto**
Willer Tomaz é investigado desde 2023 por suposta participação em um esquema de desvio de recursos públicos no Distrito Federal. Ele já foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve o afastamento de funções públicas decretado pela Justiça. As investigações ganharam repercussão nacional após o envolvimento de outras figuras políticas, mas a PF não confirma a participação de autoridades com foro privilegiado.
O Aeroporto de Brasília é um dos principais pontos de conexão aérea do país e, por ser a porta de entrada da capital federal, tornou-se alvo de atenção em operações que investigam crimes financeiros. A pasta encontrada pela PF reforça a tese de que o aeroporto teria sido usado como ponto de apoio logístico para transações ilícitas.
A descoberta da sala secreta ocorreu durante uma fase mais recente da operação, quando agentes analisavam imagens de câmeras de segurança e registros de acesso. As imagens teriam flagrado pessoas entrando no local com malas e saindo minutos depois sem os objetos. A PF também encontrou anotações que indicariam a distribuição dos valores.
A investigação corre sob sigilo, mas a PF autorizou a divulgação de parte dos dados para esclarecer à sociedade o andamento das apurações. O Ministério Público acompanha os depoimentos e pode oferecer denúncia contra os envolvidos caso haja provas suficientes.
**Análise**
A revelação de que um servidor público teria acesso a uma sala secreta dentro do principal aeroporto do país levanta questionamentos sobre a segurança e o controle de áreas restritas em terminais aéreos. Caso a suspeita se confirme, o caso expõe uma fragilidade no monitoramento de espaços públicos e na atuação de órgãos de controle.
Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que o uso de aeroportos para transações ilícitas não é novidade no Brasil, mas a existência de uma estrutura fixa, com contador de dinheiro, indica maior sofisticação do esquema. O aeroporto de Brasília, por estar a poucos quilômetros dos três Poderes, exige vigilância redobrada.
A tendência é que a PF aprofunde as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer quem autorizou a cessão da sala. Também deve ser investigada a participação de funcionários do aeroporto que teriam ciência do esquema e não comunicaram as autoridades.
A população, por sua vez, cobra transparência nas investigações e punição para os responsáveis. O caso aumenta a pressão sobre as instituições públicas, que já lidam com uma série de escândalos envolvendo desvios de recursos.
**Fontes**
- Polícia Federal — relatórios e notas oficiais da operação. - Defesa de Willer Tomaz — nota pública divulgada à imprensa. - Ministério Público do Distrito Federal — informações sobre o acompanhamento do caso.
Por Renan Filho · 2026-10-22