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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal ampliam as investigações sobre uma complexa rede de transações financeiras envolvendo a construtora Vorcaro, uma startup fundada pela filha do senador Otto Alencar (PSD-BA) e a negociação de obras de arte com um empresário apontado como aliado do ex-governador Jaques Wagner (PT). Os movimentos, que ocorreram entre os anos de 2023 e 2025, são analisados sob a ótica de possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, com potenciais impactos diretos na segurança pública e na integridade de contratos federais.
**Contexto**
A Vorcaro é uma das principais empreiteiras do país, com histórico de atuação em grandes obras de infraestrutura, incluindo rodovias, ferrovias e portos. A empresa já foi alvo de delações em operações passadas, como a Lava Jato, e atualmente busca se reposicionar no mercado. Segundo documentos obtidos por órgãos de controle, a companhia teria efetuado aportes financeiros a uma startup de tecnologia fundada pela filha do senador Otto Alencar, figura de peso na política baiana e nacional. O valor exato e o meio de transferência ainda não foram divulgados oficialmente, mas a suspeita é de que o investimento tenha sido feito sem a devida contrapartida comercial, configurando vantagem indevida.
Paralelamente, a Vorcaro também negociou a compra de um conjunto de quadros de artistas consagrados com um empresário próximo a Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e atual ministro de Estado. As obras de arte, avaliadas em montante milionário, teriam sido adquiridas sem a realização de avaliação independente e com valores muito acima dos praticados no mercado. Esse tipo de operação é frequentemente utilizado para mascarar repasses ilícitos, permitindo que dinheiro de origem criminosa seja
Por Renan Filho · 2026-10-09