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Vídeo mostra Flávio Bolsonaro rezando Pai-Nosso ao lado de imagem de Nossa Senhora pelo Brasil; gesto mobiliza base evangélica e católica

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-25

Um vídeo que circula nas redes sociais neste sábado mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em oração, recitando o Pai-Nosso ao lado de uma imagem de Nossa Senhora, em um pedido explícito de intercessão pelo Brasil. A gravação reacende o debate sobre o papel da fé na política e a resposta de setores conservadores a um governo que, na visão deles, hostiliza a família e a liberdade religiosa.

O vídeo, que já ultrapassa a marca de 2 milhões de visualizações em diferentes plataformas, foi publicado inicialmente em perfil oficial do senador e rapidamente replicado por lideranças políticas e religiosas. Nas imagens, Flávio Bolsonaro aparece com a mão no peito, diante de um altar improvisado em sua residência, onde uma imagem de Nossa Senhora Aparecida divide espaço com um terço e uma Bíblia aberta no livro de Salmos. Em tom de voz firme, o parlamentar recita o Pai-Nosso e, ao final, faz um apelo: que o Brasil seja coberto pelo manto sagrado e que a verdade prevaleça sobre a mentira.

A gravação não traz carimbo de data ou local, e a assessoria do senador não confirmou oficialmente quando o registro foi feito. No entanto, a mensagem é clara e carregada de simbologia: em um momento em que o país se vê dividido entre o avanço de pautas identitárias e a reação conservadora, a oração pública de um dos nomes mais influentes do bolsonarismo funciona como um aceno direto à base cristã. Não é a primeira vez que Flávio recorre à fé para se comunicar com o eleitorado — já o fez em lives, eventos de campanha e publicações em redes sociais, sempre associando a espiritualidade ao projeto de nação que defende.

O gesto acontece em um cenário político delicado. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta queda de popularidade em setores religiosos, impulsionada por decisões do STF que descriminalizaram o aborto até o terceiro mês e pela atuação de ministros identificados com pautas progressistas no Ministério dos Direitos Humanos. Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada aponta que 54% dos brasileiros se declaram insatisfeitos com os rumos do país, e entre evangélicos e católicos praticantes esse índice sobe para 61%. É nesse caldo de descontentamento que a oração de Flávio Bolsonaro ganha contornos de ato político.

Para o FORTIS NEWS, o que está em jogo não é apenas um gesto de piedade pessoal. Trata-se de uma afirmação pública de que a fé não pode ser confinada ao âmbito privado, como quer a militância secularista que domina as universidades e os principais veículos de imprensa. O liberal-conservadorismo entende que o homem não é apenas um agente econômico, mas um ser espiritual, e que a liberdade religiosa — incluindo a liberdade de expressar publicamente as próprias convicções — é um pilar do Estado mínimo e da sociedade civil organizada. Quando um líder político ora em público, ele está exercendo um direito fundamental que antecede o Estado e que nenhum governo pode suprimir.

Por que isso importa agora? Porque a esquerda brasileira, fragilizada no campo econômico após os sucessivos erros de gestão fiscal, tenta sobreviver no campo dos costumes. Ao mesmo tempo em que acusa os adversários de usar a fé como escudo, o petismo não hesita em convocar pastorais e teólogos da libertação para legitimar sua agenda. A diferença é que, enquanto a esquerda trata a religião como instrumento de poder, a direita conservadora a trata como fundamento da moralidade pública. A oração de Flávio Bolsonaro, nesse sentido, não é um desvio de rota: é a retomada de um princípio que jamais deveria ter sido abandonado — o de que o Brasil é uma nação sob Deus, e não um território à deriva de qualquer ideologia.

Obviamente, há quem critique o gesto. Setores da imprensa tradicional e usuários de redes sociais ligados ao progressismo acusam o senador de explorar a religiosidade popular com fins eleitoreiros. Dizem que a fé não deveria ser usada como plataforma política e que a oração pública seria uma admissão de fraqueza diante das investigações que o parlamentar enfrenta no Conselho de Ética do Senado, decorrentes de supostos atos de rachadinha em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O FORTIS, no entanto, não ignora esses questionamentos e os trata com a seriedade que merecem: a defesa da fé não exime ninguém de responder perante a Justiça, e o senador sabe disso. A diferença é que, num país onde a justiça seletiva atinge com mais dureza os que professam a fé cristã, o constrangimento de ser visto rezando é infinitamente menor do que a vergonha de ser flagrado mentindo.

A verdade factual, neste caso, é que o vídeo existe, é autêntico e já produziu efeitos concretos: lideranças evangélicas e católicas de diversos estados já anunciaram que vão reproduzir a oração em suas comunidades, e parlamentares da oposição planejam um ato ecumênico em frente ao Congresso Nacional na próxima semana. O gesto de Flávio Bolsonaro, portanto, transcende o indivíduo e se torna um fenômeno político de massa. Cabe aos analistas e ao eleitorado separar o joio do trigo — mas jamais subestimar o poder de uma oração feita em voz alta por um homem público que se recusa a esconder sua fé.

O FORTIS NEWS não tem compromisso com a militância, mas com os fatos. E os fatos indicam que a fé segue sendo uma das forças mais estruturantes da sociedade brasileira. Enquanto a esquerda tenta desconstruir símbolos e tradições, a direita conservadora os reafirma — não por mero cálculo eleitoral, mas porque entende que uma nação sem referências transcendentais é presa fácil do autoritarismo estatal. A oração de Flávio Bolsonaro é, nesse sentido, um ato de resistência cultural que merece registro e reflexão.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.