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Economia

Varejo brasileiro cresce 6,3% no terceiro trimestre ante 2025, aponta Stone

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-13

Dados da Stone indicam alta de 6,3% nas vendas do varejo brasileiro no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, sinalizando recuperação do consumo.

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O varejo brasileiro registrou um crescimento de 6,3% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados pela Stone, empresa de tecnologia financeira que processa transações de milhões de estabelecimentos no país. O indicador, baseado no volume de pagamentos realizados por meio da plataforma da companhia, abrange desde grandes redes até pequenos comerciantes e reflete uma retomada mais consistente do consumo das famílias após um período de desaceleração.

**Contexto**

A Stone é uma das maiores processadoras de pagamentos do Brasil, com presença em todo o território nacional. Seus dados são amplamente utilizados como termômetro do varejo por capturarem transações reais em tempo real, incluindo cartões de crédito, débito e meios digitais. O levantamento referente ao terceiro trimestre de 2026 (julho, agosto e setembro) mostra que o setor conseguiu superar as dificuldades observadas no início do ano, quando a inflação ainda pressionava o orçamento das famílias e a taxa básica de juros (Selic) permanecia em patamares elevados.

O resultado positivo ocorre em um contexto de melhora gradual do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego recuando para níveis próximos aos de 2014, e de redução da inflação, que abriu espaço para cortes na Selic ao longo de 2026. Além disso, o terceiro trimestre concentra datas sazonais importantes, como o Dia dos Pais e as promoções de volta às aulas, que impulsionaram as vendas em segmentos como eletrônicos, vestuário e materiais escolares.

Apesar do avanço, o varejo ainda enfrenta desafios estruturais, como o endividamento das famílias e a inadimplência, que continuam em níveis elevados. A Stone não detalhou quais subsetores puxaram o crescimento, mas analistas apontam que o comércio eletrônico e os serviços presenciais, como bares e restaurantes, tiveram desempenho acima da média.

**Análise**

O crescimento de 6,3% no terceiro trimestre é um sinal relevante para a economia brasileira, pois o varejo é um dos principais motores do PIB e um dos maiores geradores de empregos formais. A alta indica que o consumidor está retomando a confiança, mesmo em um cenário de juros ainda restritivos. Esse movimento pode ser explicado pela combinação de inflação sob controle, aumento real da renda e a manutenção de programas sociais que injetam recursos nas camadas de menor poder aquisitivo.

Para o quarto trimestre, as expectativas são ainda mais otimistas, impulsionadas pela Black Friday e pelo Natal, que historicamente concentram o maior volume de vendas do ano. Se a tendência de queda dos juros se mantiver e o mercado de trabalho continuar aquecido, o varejo pode encerrar 2026 com um crescimento anual robusto. No entanto, riscos externos, como a desaceleração da economia global e a volatilidade cambial, podem afetar o custo de insumos e a confiança dos empresários.

A Stone, por sua vez, reforça que seus dados são um recorte do universo de transações processadas pela empresa e não representam o varejo como um todo, mas a amostra é considerada representativa por analistas de mercado. O indicador serve como referência para investidores, lojistas e formuladores de políticas públicas que acompanham a evolução do consumo.

**Fontes**

Os dados foram divulgados pela StoneCo em comunicado oficial no dia 13 de outubro de 2026. A empresa disponibiliza relatórios periódicos sobre o desempenho do varejo com base em sua plataforma de pagamentos. Para contextualização, foram consultados indicadores macroeconômicos do Banco Central do Brasil e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sem que números específicos dessas fontes fossem citados neste artigo.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.