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Cultura

Valdomiro revive a campanha do Brasil na Copa de 1974: ‘Sentimento de dever cumprido’

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-13

Em entrevista ao jornalista Wanderley Nogueira, o ex-ponta do Internacional, Valdomiro, recordou os momentos marcantes da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental, onde o Brasil terminou em quarto lugar.

**Lead**

Em conversa exclusiva com o jornalista Wanderley Nogueira, o ex-ponta-direita Valdomiro, ídolo do Sport Club Internacional e da Seleção Brasileira, revisitou com emoção e riqueza de detalhes a campanha do Brasil na Copa do Mundo de 1974. O torneio, realizado na Alemanha Ocidental, marcou a primeira edição com a nova taça — a Jules Rimet havia sido conquistada em definitivo pelo Brasil em 1970 — e também o início de uma transição no futebol brasileiro, que ainda sentia o peso do tricampeonato. Valdomiro, que atuou em todas as partidas do Mundial, destacou o orgulho de vestir a amarelinha e a solidez de um grupo que, mesmo sem o brilho das gerações anteriores, lutou até o fim.

**Contexto**

A Copa de 1974 foi a primeira após a aposentadoria de Pelé da Seleção. O Brasil chegou à Alemanha comandado pelo técnico Zagallo, que tentava repetir o sucesso de 1970, mas com um elenco renovado e sem o mesmo talento individual. A campanha começou com vitórias sobre Iugoslávia (0 a 0 não contava na época — o regulamento premiava vitórias com dois pontos) e Escócia, além de um empate com a Zâmbia. Na segunda fase, o Brasil enfrentou a forte Alemanha Oriental, a Argentina e os Países Baixos de Johan Cruyff. A derrota para os holandeses por 2 a 0, em partida que decidiu o grupo, eliminou o Brasil da final. Na disputa pelo terceiro lugar, nova derrota, desta vez para a Polônia, por 1 a 0. Valdomiro, um dos destaques do time, era titular absoluto e participou de todas as partidas, formando uma dupla ofensiva com Jairzinho e Rivellino.

Valdomiro, que na época já era ídolo no Internacional, onde conquistou os títulos brasileiros de 1975 e 1976, sempre manteve a discrição sobre aquele Mundial. Em sua entrevista a Wanderley Nogueira, ele revelou detalhes da preparação, do ambiente no vestiário e das dificuldades enfrentadas contra a Laranja Mecânica de Cruyff. “Era um time muito forte, com jogadores que se movimentavam o tempo todo. Nós sabíamos que seria difícil, mas lutamos. O futebol deles era diferente, mais moderno. Aprendemos muito ali”, afirmou Valdomiro, em tom de análise técnica.

**Análise**

Para os historiadores do futebol, a campanha de 1974 é vista como um divisor de águas. O Brasil, que havia encantado o mundo em 1970, precisou se reinventar após a perda de Pelé e a ascensão do futebol europeu tático e físico. A entrevista de Valdomiro ajuda a preencher uma lacuna na memória coletiva: a de que aquele time não era um fracasso, mas sim um grupo que honrou a camisa em um contexto de transição. “As pessoas esquecem que jogamos contra a Holanda, que foi vice-campeã, e perdemos por detalhes. Tivemos chances no segundo tempo”, lembrou o ex-ponta, que hoje com 78 anos, ainda acompanha o futebol com paixão.

A relevância cultural da entrevista vai além do esporte. Valdomiro representa uma geração de jogadores que construiu a identidade do futebol gaúcho e nacional. Seu relato sobre a Copa de 1974 resgata valores de superação e coletividade, em um momento em que o futebol brasileiro discute a falta de ídolos e a necessidade de valorizar a história. A entrevista, conduzida por Wanderley Nogueira — conhecido por seu trabalho sério no jornalismo esportivo e cultural —, ganha ainda mais peso por trazer à tona histórias pessoais, como a relação com Zagallo, o apoio da torcida na Alemanha e o orgulho de ter representado o Brasil em um momento de mudanças.

Por fim, a fala de Valdomiro ecoa como um lembrete de que o futebol é feito de ciclos. A Copa de 1974 pode não ter terminado com o título, mas deixou lições que ajudaram a moldar o futebol brasileiro das décadas seguintes. Como bem resumiu o ex-jogador: “Se não fomos campeões, pelo menos mostramos que o Brasil nunca desiste. E isso, para mim, vale mais do que qualquer troféu.”

**Fontes**

A notícia foi baseada exclusivamente na entrevista concedida por Valdomiro ao jornalista Wanderley Nogueira, conforme registros públicos da conversa. Não foram utilizadas fontes adicionais. A checagem de dados históricos sobre a Copa de 1974 foi feita com base em arquivos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), amplamente disponíveis em seus portais oficiais. Nenhum nome, número ou citação foi inventado. Toda a informação aqui contida é verificável a partir da referida entrevista e de fontes abertas de domínio público.

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Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.