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Uma multidão de estudantes universitários e secundaristas tomou as ruas do centro do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 7 de outubro de 2026, em um ato convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação, que começou por volta das 14h na Cinelândia e seguiu pela Avenida Rio Branco até a Praça Mauá, contou com a participação de lideranças estudantis, representantes de movimentos sociais e jovens vindos de diversas universidades públicas e privadas do estado. Os organizadores estimaram a presença de milhares de pessoas, embora não tenham divulgado números oficiais até o fechamento desta edição. A Polícia Militar acompanhou o percurso sem registrar incidentes.
**Contexto**
A UNE, maior entidade representativa dos estudantes brasileiros, fundada em 1937, tem histórico de mobilização em campanhas políticas nacionais. Na disputa presidencial de 2026, a entidade declarou apoio formal à candidatura de Lula, do Partido dos Trabalhadores, logo após a oficialização da chapa pelo diretório nacional da legenda. A decisão foi tomada em assembleia no último mês de agosto, reunindo delegados de todas as regiões do país.
O ato no Rio de Janeiro é o segundo de uma série planejada para o mês de outubro. No último fim de semana, a UNE já havia realizado uma manifestação em São Paulo, na Avenida Paulista, que também atraiu grande público. A escolha da capital fluminense não é casual: o estado tem forte tradição de ativismo estudantil e abriga algumas das maiores universidades do Brasil, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).
Entre os temas defendidos pelos manifestantes estavam a ampliação de investimentos em educação, a continuidade de programas de assistência estudantil como o Prouni e o Fies, e a defesa da democracia. Cartazes e faixas exibiam mensagens como “Lula de novo, educação de novo” e “Vem pra rua pela universidade pública”.
**Análise**
A mobilização estudantil ocorre em um momento decisivo da campanha eleitoral, quando as pesquisas de opinião apontam para uma disputa acirrada entre os principais candidatos. A capacidade de levar jovens às ruas é considerada estratégica por analistas políticos, pois esse segmento do eleitorado historicamente apresenta menor comparecimento às urnas, especialmente no segundo turno. Ao mesmo tempo, a UNE busca reposicionar-se como ator político relevante após anos de menor protagonismo durante governos anteriores.
Especialistas em comunicação política destacam que atos como o desta terça-feira têm potencial de gerar cobertura midiática e reverberar nas redes sociais, influenciando o debate público. Para a campanha de Lula, a presença de jovens engajados funciona tanto como combustível para o discurso de renovação quanto como termômetro da mobilização popular em bases importantes.
**Fontes**
A reportagem baseou-se em informações oficiais divulgadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) em seu site institucional e redes sociais verificadas, além de imagens e relatos de veículos de imprensa locais que cobriram o ato, como o jornal O Globo e a TV Globo. Dados históricos sobre a UNE foram consultados em arquivos públicos e registros da entidade. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foi contactada para informações sobre o efetivo e possíveis ocorrências, mas não havia retornado até o fechamento da edição.
Por Renan Filho · 2026-10-07