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Política

TSE atribui a problema técnico a propaganda de Flávio veiculada sem som

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-12

Tribunal Superior Eleitoral confirma que falha técnica causou ausência de áudio na propaganda do candidato Flávio durante o horário eleitoral gratuito, gerando reclamação da campanha.

**Lead**

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que um problema técnico foi o responsável pela veiculação da propaganda eleitoral do candidato Flávio sem som em parte das emissoras de rádio e televisão do Brasil. O incidente ocorreu durante o horário eleitoral gratuito da noite de segunda-feira, e a falha foi detectada tanto por telespectadores quanto pela própria coordenação de campanha, que imediatamente acionou a Justiça Eleitoral. De acordo com o TSE, após análise dos sistemas de transmissão, concluiu-se que uma configuração incorreta no roteador de áudio de uma central de distribuição do sinal gerou o silêncio no intervalo de 30 segundos dedicado ao candidato. A Corte garantiu que o erro não se repetiu nas inserções seguintes e que o tempo perdido será compensado em horário alternativo, conforme prevê a legislação.

**Contexto**

A propaganda eleitoral gratuita é um dos principais instrumentos de comunicação entre candidatos e eleitores no Brasil. Regulada pelo TSE, ela é exibida em bloco diário obrigatório nas emissoras concessionárias, com tempo dividido entre legendas e coligações. Falhas técnicas, embora raras, já ocorreram em pleitos anteriores — como a troca de inserções ou problemas de sincronia entre áudio e vídeo —, mas raramente afetam um candidato de forma isolada. No caso do candidato Flávio, a ausência de som implicou a perda total da mensagem em regiões onde a propaganda era transmitida ao vivo. A campanha protocolou representação no TSE na manhã seguinte, solicitando apuração e a reposição do tempo. O tribunal, então, acionou a área de engenharia e o Grupo de Trabalho de Logística de Mídia, que rastreou o percurso do sinal desde a produtora do candidato até as emissoras afiliadas. A investigação durou 48 horas e descartou interferência humana ou sabotagem. O relatório técnico apontou que o roteador de áudio, modelo digital de última geração, apresentou um bug de firmware que desabilitou o canal de áudio para aquele bloco específico. A fabricante do equipamento foi notificada e uma atualização de software está sendo implementada.

**Análise**

O episódio levanta questões sobre a vulnerabilidade tecnológica de um processo eleitoral cada vez mais dependente de sistemas digitais. Embora o TSE tenha agido com rapidez e transparência, a falha expõe que mesmo protocolos robustos podem ser comprometidos por erros de hardware ou software. Para a campanha de Flávio, o prejuízo imediato é a perda de exposição em um momento crítico da corrida eleitoral, com a reta final se aproximando. O horário eleitoral é frequentemente o principal canal para candidatos de menor tempo de TV alcançarem eleitores indecisos. Sem som, a propaganda perde sua força persuasiva, reduzindo-se a imagens e legendas que podem não ser suficientes para transmitir propostas complexas. A compensação agendada pelo TSE ameniza o dano, mas não o elimina totalmente, pois o novo horário pode ter menor audiência. Além disso, o caso reacende o debate sobre a necessidade de redundância nos sistemas de transmissão. Especialistas em mídia eleitoral ouvidos pelo FORTIS NEWS (sem citação direta) apontam que a digitalização trouxe agilidade, mas também novos riscos. Em contraste, sistemas analógicos antigos eram menos sujeitos a esse tipo de pane. A tendência, no entanto, é que o TSE exija testes obrigatórios de contingência para todas as produtoras de candidatos antes da veiculação, medida que já está sendo discutida em reunião técnica na próxima semana.

Do ponto de vista político, a oposição pode tentar capitalizar o ocorrido, insinuando que o governo atual (ou a cúpula do TSE) teria interesse em prejudicar Flávio — mas o relatório técnico independente e a rapidez da resposta institucional minimizam esse risco. A transparência do processo de apuração, com divulgação do laudo na íntegra no site do TSE, fortalece a credibilidade da Justiça Eleitoral. Para o eleitor comum, o episódio serve de lembrete de que a democracia digital exige constante vigilância e investimento em infraestrutura. O custo de uma falha de áudio pode ser alto: estudos mostram que a ausência de som reduz em até 70% a retenção da mensagem publicitária. Portanto, a reposição do tempo e a correção técnica são passos necessários, mas insuficientes para recuperar a atenção perdida. A campanha de Flávio já anunciou que usará o novo horário para repetir o conteúdo com adaptações, como legendas mais destacadas e chamadas visuais. O TSE, por sua vez, prometeu revisar os protocólos de testte antes do próximo bloco.

**Fontes**

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Nota ofical divulgada no site do TSE em 12 de outubro de 2026. Assessoria de imprensa da campanha do candiato Flávio — confrmação do protocolo de represntação. Relatório técnico do Gruupo de Trabalho de Logística de Mídia do TSE, anexo à decisão. Leis e regulamtos do horário eleitoral gratuito (Lei 9.504/1997 e resoluções do TSE).

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.