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Internacional

TSE confirma integridade dos sistemas das urnas eletrônicas na véspera do primeiro turno

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-03

Em coletiva de imprensa, o Tribunal Superior Eleitoral reafirmou a segurança e a auditabilidade do sistema eletrônico de votação, às vésperas do primeiro turno das eleições municipais de 2026.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na tarde desta sexta-feira (2 de outubro de 2026), a integridade de todos os sistemas das urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições municipais, marcado para o próximo domingo (4 de outubro). Em uma coletiva de imprensa realizada na sede do tribunal, em Brasília, o presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, acompanhado de técnicos da Secretaria de Tecnologia da Informação, apresentou os resultados finais dos testes de segurança e auditoria realizados ao longo das últimas semanas. A declaração ocorre em meio a um ambiente de intensa desinformação nas redes sociais, com alegações infundadas de vulnerabilidade do sistema.

**Contexto**

As urnas eletrônicas são utilizadas no Brasil desde 1996 e passaram por sucessivas atualizações de hardware e software. Para o pleito de 2026, o TSE implementou melhorias no código-fonte, que foi aberto para inspeção de partidos políticos, universidades e entidades da sociedade civil desde o início do ano. O processo de auditoria incluiu testes de penetração (pentests) conduzidos por especialistas independentes, simulações de ataques cibernéticos e a verificação do boletim de urna (BU) impresso, que permite a conferência dos votos registrados. Segundo o tribunal, mais de 30 entidades fiscalizadoras tiveram acesso ao sistema, incluindo representantes do Ministério Público Eleitoral, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos como PT, PSDB e PL.

Na coletiva, o ministro Alexandre de Moraes destacou que não foi identificada nenhuma falha crítica que pudesse comprometer a apuração dos votos. “Os testes confirmaram a robustez do sistema. As urnas estão prontas para receber o voto de mais de 150 milhões de eleitores”, afirmou. O TSE também divulgou que foram realizadas auditorias em todas as 27 unidades da federação, com amostragem aleatória de urnas em seções eleitorais. O processo de votação será acompanhado por observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), que já estão no país desde setembro.

A confirmação da integridade ocorre em um contexto de crescente polarização política e de campanhas de desinformação que questionam a confiabilidade do sistema eletrônico. Nos últimos meses, vídeos e postagens falsas alegando que as urnas poderiam ser hackeadas ou que haveria manipulação de resultados circularam amplamente em aplicativos de mensagens e redes sociais. O TSE, em parceria com o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, intensificou a fiscalização e removeu conteúdos fraudulentos, além de abrir investigações contra suspeitos de disseminar notícias falsas.

**Análise**

A reafirmação da segurança das urnas pelo TSE é um passo crucial para garantir a legitimidade do processo eleitoral brasileiro. Em um ano marcado por disputas acirradas em centenas de municípios, a confiança do eleitor no sistema de votação é essencial para a estabilidade democrática. Especialistas em ciência política apontam que, embora o sistema eletrônico brasileiro seja considerado um dos mais seguros do mundo — com camadas de criptografia, assinatura digital e auditoria em tempo real —, a persistência de narrativas de fraude pode desestimular a participação popular e gerar contestação dos resultados.

A decisão do TSE de realizar uma coletiva na véspera do pleito também reflete uma estratégia de transparência ativa. Diferentemente de anos anteriores, quando as informações sobre segurança eram divulgadas apenas em comunicados técnicos, a Corte optou por um formato mais acessível, com perguntas da imprensa e demonstrações ao vivo de como funciona a auditoria do boletim de urna. Essa abordagem visa combater a desinformação de forma preventiva, oferecendo fatos verificáveis antes que boatos se espalhem durante a votação.

Outro ponto relevante é o papel dos observadores internacionais. A presença de missões da OEA e da UNIORE agrega credibilidade externa ao processo, especialmente em um momento em que o Brasil busca reforçar sua imagem institucional no cenário global. Relatórios preliminares dessas entidades, divulgados nos últimos dias, elogiaram a organização logística e a transparência dos procedimentos adotados pelo TSE.

**Fontes**

As informações desta reportagem foram obtidas a partir de comunicados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da coletiva de imprensa transmitida ao vivo pelo canal do TSE no YouTube, e de relatórios preliminares da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Dados históricos sobre o sistema de votação eletrônica brasileiro foram consultados no site do TSE e em publicações acadêmicas da Universidade de São Paulo (USP) sobre segurança cibernética eleitoral. Nenhuma fonte anônima ou não verificada foi utilizada.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.