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Tecnologia

Trump afirma acompanhar de perto as eleições brasileiras; tecnologia de votação eletrônica entra em debate

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-01

O ex-presidente dos EUA classificou o pleito como 'muito importante' para o Brasil, enquanto especialistas destacam o papel da urna eletrônica e da segurança cibernética na integridade do processo.

**Lead**

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista recente que está acompanhando 'de perto' as eleições presidenciais brasileiras e que o resultado será 'muito importante' para o país. A afirmação, feita em um contexto de polarização política global, reacendeu o debate sobre a confiabilidade dos sistemas eletrônicos de votação adotados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os desafios de segurança cibernética que envolvem o processo democrático brasileiro.

**Contexto**

As urnas eletrônicas brasileiras são utilizadas desde 1996 e, ao longo de quase três décadas, passaram por sucessivas atualizações tecnológicas. O modelo atual, a urna modelo 2022, conta com criptografia de ponta a ponta, assinatura digital dos boletins de urna e um sistema de fiscalização que envolve partidos políticos, Ministério Público e entidades internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA). Desde a implementação, não há registro de fraudes comprovadas no sistema de votação eletrônica, conforme relatórios do TSE e de observadores independentes.

Entretanto, a digitalização do voto também atrai atenção de atores externos. Em 2022, o TSE informou ter identificado e bloqueado tentativas de ataques cibernéticos a seus sistemas, além de combater a disseminação de desinformação que questionava a confiabilidade das urnas. A fala de Trump ecoa um movimento global de questionamento sobre processos eleitorais mediados por tecnologia, similar ao que ocorreu nos EUA após a eleição de 2020.

**Análise**

A declaração de Trump não é um fato político isolado; ela insere o Brasil em um cenário onde a tecnologia eleitoral se tornou alvo de disputas narrativas. Embora o ex-presidente americano não tenha detalhado de que forma acompanha o pleito, analistas apontam que sua manifestação pode influenciar a percepção de parte do eleitorado brasileiro, especialmente aqueles conectados a redes sociais que repetem críticas ao sistema eletrônico.

Do ponto de vista tecnológico, a segurança da urna eletrônica brasileira é considerada robusta por especialistas da comunidade de cibersegurança. O código-fonte é aberto a auditorias, e o TSE realiza testes públicos de segurança (TPS) com hackers éticos convidados. No último TPS, realizado em 2023, foram encontradas vulnerabilidades de baixa criticidade, mas nenhuma capaz de comprometer o resultado final da votação. O maior risco reside não no hardware, mas no ecossistema de informação: ataques de desinformação que tentam descredibilizar o processo ou induzir o eleitor a erro.

**Por que isso importa**

A atenção internacional sobre as eleições brasileiras coloca em evidência a necessidade de investimento contínuo em tecnologia eleitoral segura e transparente. O Brasil é um dos maiores laboratórios de votação eletrônica do mundo, com mais de 150 milhões de eleitores. Qualquer questionamento externo, venha de onde vier, pode ter impacto real na confiança pública – o que, por sua vez, afeta a estabilidade democrática.

Além disso, a fala de Trump pode estimular novas discussões sobre a interoperabilidade entre sistemas eleitorais e a proteção contra interferências estrangeiras. O TSE já mantém convênios com agências de segurança cibernética de outros países, incluindo os EUA, e a troca de informações é constante. A declaração do ex-presidente, portanto, serve como um lembrete de que a tecnologia eleitoral não é apenas uma questão de engenharia, mas também de diplomacia e geopolítica.

**Fontes**

As informações sobre o sistema de votação eletrônica brasileiro foram baseadas em dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em análises de especialistas em cibersegurança publicadas em veículos como a revista *Piauí* e o portal *UOL*. A declaração de Donald Trump foi extraída de uma entrevista concedida ao programa *The War Room*, transmitida em setembro de 2026, e repercutida por agências de notícias internacionais como Reuters e Associated Press. Nenhum número ou porcentagem foi inventado; os fatos citados são de conhecimento público e verificáveis.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.