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Telma de Souza, a única mulher a ocupar a Prefeitura de Santos ao longo de sua história, faleceu aos 82 anos. A ex-prefeita, que governou a cidade entre 1989 e 1992 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), morreu nesta semana. Ainda não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte. Sua trajetória política marcou a cidade paulista, com destaque para investimentos em educação e programas sociais que impactaram diretamente a qualidade de vida da população.
**Contexto**
Nascida em Santos em 1944, Telma de Souza iniciou sua carreira como professora da rede pública, antes de ingressar na política. Foi eleita vereadora na década de 1980 e, posteriormente, deputada estadual, sempre pelo PT. Em 1988, conquistou a prefeitura de Santos em uma eleição histórica, tornando-se a primeira mulher a comandar o município. Sua gestão foi marcada por projetos inovadores na área de educação, como a implementação de escolas em tempo integral e a valorização do magistério, com aumento real de salários e formação continuada.
Além disso, Telma teve papel importante na luta por moradia popular e na preservação ambiental da região portuária, especialmente na área do Maciço do Morro de São Bento. Durante seu mandato, foram criados programas de saúde da família e de combate à evasão escolar. Sua atuação também se estendeu a projetos de inclusão digital e incentivo à iniciação científica nas escolas municipais, conectando a educação básica à produção de conhecimento.
Após deixar a prefeitura, Telma continuou ativa na política, tendo sido candidata a deputada federal e secretária de Educação em gestões posteriores. Seu legado é frequentemente lembrado em estudos acadêmicos sobre políticas públicas municipais e representatividade feminina. Ela é referência para novas gerações de mulheres na política, especialmente no estado de São Paulo.
**Análise**
A morte de Telma de Souza representa o fim de uma era na política santista. Sua figura transcendeu o cargo de prefeita, tornando-se símbolo de resistência e de luta por direitos sociais. Para a ciência política, seu legado oferece material de estudo sobre a participação feminina em executivos municipais no Brasil, um campo ainda dominado por homens. Ela demonstrou que a gestão pública pode combinar desenvolvimento urbano com políticas de inclusão e sustentabilidade.
No campo educacional, que dialoga diretamente com a ciência e a tecnologia, Telma deixou marcas profundas. A valorização do ensino público e a aposta em metodologias inovadoras, como o ensino integrado e a formação de professores, têm sido objeto de pesquisas em educação no país. Seu exemplo reforça a importância de políticas públicas baseadas em evidências e na participação comunitária. A perda de uma líder com essa visão é sentida não apenas por santistas, mas por todos que acreditam no poder transformador da educação e da ciência.
**Fontes**
As informações foram baseadas em registros históricos oficiais da Prefeitura de Santos e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, além de reportagens veiculadas pela imprensa local e nacional ao longo de sua carreira. Dados biográficos foram consultados no acervo da Câmara Municipal de Santos e em publicações acadêmicas sobre a história política da Baixada Santista.
Por Renan Filho · 2026-10-11