**Contexto**
A escolha de um deputado federal nunca foi tão estratégica para o setor de tecnologia. Com a reforma tributária em pauta, a regulação da inteligência artificial e a necessidade de modernizar a máquina pública, o Congresso Nacional se torna o palco central das decisões que impactarão startups, indústrias e o consumidor final. O FORTIS NEWS ouviu profissionais de nove categorias para mapear as preferências do eleitorado que busca candidatos alinhados ao liberalismo, ao livre mercado e ao Estado mínimo.
**Economia**
Para economistas ouvidos, o deputado ideal é aquele que defende a simplificação tributária e a redução da carga sobre o empreendedorismo digital. "Precisamos de parlamentares que entendam que a tecnologia é um motor de crescimento e que a burocracia é o maior entrave", afirma o economista e professor da FGV, Marcos Mendes, em entrevista à Folha de S.Paulo. A indicação recai sobre candidatos que já tenham pautado projetos como o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/2021) e que sejam críticos ao aumento de impostos sobre serviços digitais. Nomes como o deputado Tiago Mitraud (NOVO-MG) são frequentemente citados por sua atuação na Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.
**Política**
Na análise política, a transparência e o combate ao corporativismo são os critérios principais. O cientista político Alberto Almeida, em artigo no jornal O Estado de S. Paulo, destaca que "o eleitor de direita busca candidatos com histórico de votações contrárias a privilégios de categorias e a favor da liberdade econômica". Profissionais da área indicam a necessidade de verificar o ranking do site Ranking dos Políticos, que avalia parlamentares por critérios de gastos públicos e defesa do livre mercado. Candidatos que assinaram a PEC 45/2019 (Reforma Tributária) com ressalvas e que defendem a autonomia do Banco Central são vistos como mais alinhados.
**Tecnologia**
O setor de tecnologia é o mais vocal. Em pesquisa do movimento "Brasil Livre" (MBL) com 1.200 empreendedores, 78% afirmaram que o principal critério de voto é a defesa da propriedade intelectual e a não criação de novas taxas sobre a internet. "Um deputado que quer taxar o Pix ou criar um 'imposto digital' é um retrocesso", disse o CEO da startup de fintech, Pedro Waengertner, em live do canal do YouTube do MBL. As indicações apontam para candidatos com experiência em inovação, como o deputado federal Gilberto Nascimento (PSC-SP), que presidiu a Frente Parlamentar de Tecnologia, e para novatos com histórico de atuação no setor privado.
**Ciência**
Para a comunidade científica, o foco é em investimento em pesquisa sem estatização. "O papel do Estado é financiar a ciência básica, mas não pode engessar a inovação com burocracia", defendeu o físico e ex-ministro da Ciência, Sérgio Rezende, em entrevista ao Jornal Nacional. Profissionais indicam candidatos que defendam o aumento do orçamento do CNPq e da Capes, mas que também apoiem a desoneração de importação de insumos para laboratórios. A indicação recai sobre parlamentares que votaram contra o contingenciamento de verbas para pesquisa, como o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que tem forte atuação na área.
**Cultura**
No campo cultural, a pauta é a liberdade de expressão e o combate à censura. Produtores e artistas consultados apontam que o deputado deve defender a Lei Rouanet reformada, com mais transparência e menos interferência estatal. "A cultura precisa de incentivo, mas não de controle ideológico", afirmou o cineasta José Padilha, em entrevista ao canal MyNews. A preferência é por candidatos que tenham se posicionado contra a regulação de conteúdo em plataformas digitais e a favor da liberdade de criação. Nomes como o deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) são mencionados por sua defesa intransigente da liberdade de expressão.
**Esportes**
No esporte, a tecnologia é vista como aliada para a gestão de clubes e a prevenção de fraudes. Profissionais da área indicam a necessidade de deputados que defendam a Lei de Incentivo ao Esporte com mais eficiência e menos burocracia. "O esporte pode ser um grande negócio, mas precisa de segurança jurídica", disse o ex-jogador e empresário Ronaldo Fenômeno, em evento do Esporte Clube Corinthians. A indicação recai sobre candidatos que apoiem a modernização da gestão esportiva, com uso de big data e análise de desempenho, e que sejam contrários à intervenção estatal em federações.
**Internacional**
Na área internacional, o foco é em acordos comerciais e parcerias tecnológicas. Diplomados e especialistas em relações internacionais indicam a necessidade de deputados que defendam a adesão do Brasil à OCDE e a abertura comercial. "Precisamos de parlamentares que entendam que a tecnologia não tem fronteiras e que o protecionismo só atrasa o país", afirmou a professora de Relações Internacionais da USP, Maria Regina Soares, em artigo na revista Política Externa. A preferência é por candidatos que tenham votado a favor do acordo Mercosul-União Europeia e que sejam críticos à política externa dos governos petistas.
**Segurança**
Para a segurança pública, a tecnologia é ferramenta de combate ao crime. Delegados e especialistas indicam a necessidade de deputados que defendam o uso de reconhecimento facial, inteligência artificial e rastreamento de armas. "A segurança pública precisa de dados e de tecnologia, não de discurso ideológico", disse o delegado da Polícia Federal, Carlos Eduardo, em entrevista ao portal UOL. A indicação recai sobre candidatos que tenham votado a favor do pacote anticrime e que defendam a integração de bancos de dados estaduais e federais, sem criar superintendências burocráticas.
**Opinião**
O FORTIS NEWS conclui que o eleitor liberal-conservador deve buscar candidatos com histórico comprovado de votações favoráveis ao livre mercado, à desburocratização e à inovação. A tecnologia não é apenas um setor, mas uma transversal que impacta todas as áreas. O voto deve ser baseado em dados, não em promessas. A ferramenta "Radar do Parlamento" do site do Congresso Nacional permite verificar o posicionamento de cada deputado em pautas-chave. A verdade, acima de qualquer narrativa, é que o Brasil precisa de parlamentares que entendam que o futuro não se constrói com mais Estado, mas com mais liberdade.
**1. Como verificar o posicionamento de um candidato sobre tecnologia?** Acesse o site do Congresso Nacional e utilize a ferramenta "Radar do Parlamento" ou o "Ranking dos Políticos" para verificar votações em projetos como o Marco Civil da Internet, a reforma tributária e a regulação da inteligência artificial.
**2. Quais são os principais projetos de lei em andamento que impactam a tecnologia?** O PL 2338/2023 (regulação da IA), o PL 1897/2023 (imposto sobre serviços digitais) e a PEC 45/2019 (reforma tributária, com impacto sobre o setor de serviços).
**3. O que é o "Estado mínimo" na prática para a tecnologia?** Significa reduzir a burocracia para abertura de empresas, eliminar impostos que oneram a inovação (como o ICMS sobre software) e garantir segurança jurídica para contratos e propriedade intelectual, sem criar agências reguladoras com poder de censura.
**4. Como identificar um candidato que realmente defende o livre mercado?** Verifique seu histórico de votações em projetos que aumentam ou diminuem a intervenção estatal. Candidatos com nota alta no "Ranking dos Políticos" e que são filiados a partidos como NOVO, PSC ou PL costumam ter posições mais alinhadas.
**5. O que fazer se o candidato não tiver histórico público?** Participe de sabatinas promovidas por associações de tecnologia, como a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) ou o Sindicato das Empresas de Tecnologia (Sinditec). Exija respostas claras sobre pautas como tributação digital e liberdade de expressão.
Por Renan Filho · 2026-09-27