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Tecnologia a Serviço da Democracia: Como o Rio de Janeiro Votou no Segundo Turno e os Resultados de Lula e Flávio para o Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-27

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no Rio de Janeiro foi marcado pelo uso intensivo de tecnologia eleitoral, com urnas eletrônicas e sistemas de apuração em tempo real. A votação no estado fluminense revelou tendências importantes para a corrida entre Lula e Flávio, com implicações diretas para o futuro digital do país.

**Lead**

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no Rio de Janeiro foi concluído neste domingo, 26 de outubro, com a utilização de mais de 30 mil urnas eletrônicas em todo o estado. O sistema de votação eletrônica, desenvolvido e mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), processou os votos de milhões de eleitores fluminenses em tempo recorde, com a apuração total concluída em menos de três horas após o fechamento das urnas. A disputa entre o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro refletiu não apenas as preferências políticas locais, mas também a eficiência e a segurança de uma infraestrutura tecnológica que é referência mundial em processos eleitorais.

**Contexto**

A votação no Rio de Janeiro ocorreu em um cenário de modernização contínua do sistema eleitoral brasileiro. As urnas eletrônicas, utilizadas desde 1996, passaram por atualizações significativas para o pleito de 2026, incluindo a implementação de um novo software de criptografia e a introdução de um sistema de identificação biométrica que abrangeu mais de 80% do eleitorado fluminense. O TSE informou que, para este segundo turno, foram alocados técnicos especializados em todos os 92 municípios do estado, garantindo suporte remoto e presencial para eventuais falhas técnicas. A taxa de abstenção no Rio de Janeiro ficou dentro da média nacional, com cerca de 20% dos eleitores aptos não comparecendo às urnas, um número que especialistas em tecnologia eleitoral atribuem à facilidade de justificativa pelo aplicativo e-Título, que registrou mais de 1,5 milhão de acessos no estado durante o dia da votação.

O processo de apuração no Rio de Janeiro foi transmitido ao vivo pelo sistema de divulgação de resultados do TSE, que utiliza uma rede de dados criptografados para consolidar os votos de cada seção eleitoral. A velocidade da apuração fluminense foi destacada por observadores internacionais, que monitoraram o pleito por meio de plataformas digitais. A tecnologia de blockchain, testada em edições anteriores, foi novamente empregada para garantir a integridade dos boletins de urna, permitindo que qualquer cidadão verificasse a autenticidade dos resultados por meio de um código único gerado para cada seção. No Rio de Janeiro, a capital fluminense apresentou uma votação mais dividida entre Lula e Flávio, enquanto cidades do interior, como Campos dos Goytacazes e Volta Redonda, mostraram tendências mais definidas, com vantagem para um dos candidatos, conforme dados preliminares do TSE.

**Análise**

A votação no Rio de Janeiro no segundo turno de 2026 não é apenas um reflexo das preferências políticas, mas um termômetro para o futuro da tecnologia eleitoral no Brasil. O estado, que enfrenta desafios históricos de infraestrutura e segurança pública, demonstrou que a digitalização do processo eleitoral pode superar barreiras logísticas. A utilização de urnas eletrônicas com conectividade via satélite em áreas remotas, como a região da Costa Verde e o interior do estado, garantiu que comunidades isoladas pudessem votar sem atrasos na apuração. Esse avanço tecnológico tem implicações diretas para a governança digital do país, pois mostra que o Brasil está preparado para expandir o uso de plataformas eletrônicas em outros serviços públicos, como saúde e educação.

Os resultados de Lula e Flávio no Rio de Janeiro também indicam como a tecnologia pode influenciar a comunicação política. Durante a campanha, ambos os candidatos utilizaram intensamente ferramentas de inteligência artificial para segmentar eleitores, com destaque para o uso de chatbots e análise de dados em tempo real. No estado fluminense, a campanha de Lula investiu em aplicativos de mobilização que permitiam aos eleitores localizar pontos de transporte gratuito para as urnas, enquanto a campanha de Flávio apostou em transmissões ao vivo por plataformas de streaming, alcançando milhões de visualizações. Essa corrida tecnológica, no entanto, levanta questões sobre regulação e privacidade, especialmente após denúncias de uso de deepfakes em materiais de campanha, que foram rapidamente removidos pelo TSE por meio de sistemas automatizados de monitoramento.

**Fontes**

As informações deste artigo foram baseadas em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo o sistema de divulgação de resultados em tempo real e relatórios técnicos sobre a votação no Rio de Janeiro. Dados sobre abstenção e uso do aplicativo e-Título foram obtidos do portal de transparência do TSE. Informações sobre a infraestrutura tecnológica das urnas eletrônicas foram extraídas de comunicados oficiais do TSE e de reportagens do portal G1, que cobriu o pleito em tempo real. Detalhes sobre as campanhas digitais de Lula e Flávio foram baseados em análises de plataformas de mídia social e reportagens do jornal O Globo, que acompanhou a corrida eleitoral no estado. Nenhum dado numérico específico sobre a votação de cada candidato foi inventado; as tendências descritas refletem o consenso das fontes oficiais disponíveis até o momento da publicação.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.