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Tecnologia

Tecnologia de VAR e análise de dados marcam empate do Corinthians com São Paulo na Vila Belmiro

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-11-05

O empate entre Corinthians e São Paulo na Vila Belmiro, que mantém o time alvinegro na zona de rebaixamento, foi palco de intervenções tecnológicas decisivas, desde o VAR até sistemas de rastreamento de jogadores.

**Lead**

O empate por 1 a 1 entre Corinthians e São Paulo, na noite desta quarta-feira na Vila Belmiro, não apenas manteve o time alvinegro na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, mas também evidenciou o papel crescente da tecnologia no futebol nacional. O árbitro de vídeo (VAR) foi acionado em pelo menos duas ocasiões, e sistemas de rastreamento por GPS e câmeras de alta definição forneceram dados em tempo real para as comissões técnicas. A partida, válida pela 34ª rodada, terminou com gols de Luciano (São Paulo) e Yuri Alberto (Corinthians), mas as decisões tecnológicas influenciaram diretamente o ritmo e a percepção do jogo.

**Contexto**

O uso de tecnologia no futebol brasileiro tem se expandido nos últimos anos. O VAR, implementado em 2019, já é uma ferramenta consolidada, mas ainda gera debates sobre interferência no fluxo da partida. No clássico de hoje, o árbitro de vídeo foi chamado para revisar um possível pênalti sobre o atacante do São Paulo e um lance de impedimento milimétrico no gol corinthiano. Embora não haja dados oficiais divulgados sobre o tempo exato de cada revisão, estima-se que as paradas para checagem tenham somado cerca de quatro minutos, algo comum em jogos de alto nível.

Além do VAR, as equipes utilizaram sistemas de rastreamento por GPS para monitorar a carga física dos atletas. Dados de deslocamento, velocidade máxima e zonas de pressão foram analisados em tempo real pelos analistas de desempenho. O Corinthians, que luta contra o rebaixamento, apostou em uma estratégia de alta intensidade nos primeiros 20 minutos, o que foi captado pelos sensores. Já o São Paulo, mais confortável na tabela, ajustou a marcação com base nos mapas de calor gerados por softwares de inteligência artificial.

**Análise**

A tecnologia não apenas corrige erros humanos, mas também altera a dinâmica tática. No lance do gol do Corinthians, a linha de impedimento traçada pelo VAR foi questionada por torcedores e comentaristas, mas seguiu o protocolo de calibragem das câmeras. Esse tipo de decisão, embora precisa, gera um efeito colateral: a quebra de ritmo e a frustração dos jogadores, que precisam esperar a confirmação. Estudos recentes indicam que times que sofrem revisões de VAR tendem a perder concentração nos minutos seguintes, o que pode ter contribuído para o empate são-paulino.

Outro ponto relevante é o uso de dados para substituições. O técnico do Corinthians, Mano Menezes, optou por trocar dois jogadores no segundo tempo baseado em relatórios de fadiga muscular gerados por sensores nos coletes dos atletas. Essa prática, comum na Europa, ainda é incipiente no Brasil, mas já mostra resultados. O São Paulo, por sua vez, utilizou um software de análise de padrões de jogo para identificar que o Corinthians costumava sofrer gols de cabeça em bolas paradas — e foi exatamente assim que Luciano marcou, após escanteio.

**Fontes**

As informações sobre o uso de VAR e sistemas de rastreamento foram obtidas a partir de relatos oficiais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a implementação do árbitro de vídeo no campeonato, bem como de comunicados das comissões técnicas de ambos os clubes, que destacaram o uso de tecnologia de desempenho. Dados sobre a calibragem das linhas de impedimento são baseados em padrões técnicos divulgados pela FIFA. A análise de impacto do VAR no ritmo de jogo fundamenta-se em estudos acadêmicos publicados em revistas de ciências do esporte, como o Journal of Sports Sciences, que abordam a interrupção causada por revisões de vídeo.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.