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Tecnologia

Lula destaca papel da tecnologia para vencer eleições após pesquisa Datafolha

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-08

Em resposta a levantamento do Datafolha, presidente afirmou que 'único jeito é ganhar voto', sinalizando a importância de estratégias digitais e inovação nas campanhas modernas.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em evento recente, que “o único jeito é ganhar voto”, ao comentar os resultados de uma pesquisa Datafolha sobre intenções de voto para as eleições de 2026. A declaração, feita em meio a discussões sobre o cenário político, trouxe à tona um tema cada vez mais central nas campanhas eleitorais: o uso de tecnologia para mobilizar e engajar eleitores. Embora Lula não tenha detalhado as ferramentas, analistas apontam que a fala reforça a necessidade de investimento em plataformas digitais, big data e inteligência artificial para conquistar o eleitorado em um ambiente de alta fragmentação informacional.

**Contexto**

A pesquisa Datafolha, divulgada recentemente, indicou tendências que colocam o atual presidente em posição de destaque na corrida eleitoral. No entanto, Lula evitou comentar números específicos e preferiu ressaltar a importância da conquista individual de cada voto, o que, segundo especialistas, remete a uma abordagem mais capilarizada e personalizada de campanha. Essa estratégia depende diretamente de tecnologias de segmentação de audiência, como aquelas usadas em redes sociais e aplicativos de mensageria, que permitem a comunicação direta com grupos específicos.

O uso de dados eleitorais não é novo, mas ganhou contornos sofisticados com o avanço do machine learning e da análise preditiva. Nos últimos anos, campanhas ao redor do mundo têm empregado modelos matemáticos para identificar eleitores indecisos, prever comportamento e otimizar o tempo de voluntários. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regula o uso de impulsionamento de conteúdo e impõe limites ao uso de dados pessoais, mas a linha entre inovação e invasão de privacidade ainda é objeto de debate.

Além disso, a desinformação — amplificada por algoritmos de recomendação — tornou-se um desafio paralelo. Plataformas como WhatsApp, Instagram e TikTok são terrenos férteis para a disseminação de notícias falsas, o que exige das campanhas não apenas tecnologia para atingir eleitores, mas também para combater a desinformação. Lula, em ocasiões anteriores, já criticou o uso de “fake news” como arma política, e sua fala sobre “ganhar voto” pode ser interpretada como um chamado à ação baseada em fatos e na construção de confiança digital.

**Análise**

A declaração de Lula ocorre em um momento em que a tecnologia redefine a relação entre candidatos e cidadãos. Se antes o voto era conquistado no corpo a corpo em comícios e reuniões de bairro, hoje ele depende cada vez mais de uma presença digital eficiente. Dados do Datafolha, por exemplo, mostram que a maioria dos brasileiros utiliza a internet como fonte principal de informação política, o que torna indispensável a atuação em ambiente online. Nesse contexto, a frase “único jeito é ganhar voto” ganha uma dimensão prática: sem uma estratégia tecnológica robusta, o candidato perde contato com parcelas significativas do eleitorado.

A tendência global aponta para a hiperpersonalização das campanhas, com mensagens adaptadas a microperfis. Nos Estados Unidos, a campanha de Barack Obama em 2008 foi pioneira no uso de big data; desde então, a tecnologia se tornou padrão. No Brasil, partidos como PT e PSDB já contrataram consultorias especializadas em análise de dados, mas o custo elevado e a complexidade técnica ainda limitam o acesso de candidaturas menores. Lula, ao mencionar a necessidade de “ganhar voto”, pode estar incentivando o uso massivo dessas ferramentas, mas também alertando para o risco de depender excessivamente de métricas, em detrimento da conexão humana genuína.

Outro ponto importante é a segurança cibernética. Com o aumento do uso de aplicativos oficiais de campanha e sistemas de financiamento coletivo, os ataques hackers se tornam uma ameaça real. Em 2022, o sistema do TSE foi alvo de tentativas de invasão, e a integridade dos dados dos eleitores é preocupação constante. Portanto, a tecnologia eleitoral não se resume a conquistar votos, mas também a proteger o processo democrático. A fala de Lula, embora simples, reverbera em um ecossistema complexo onde a inovação precisa caminhar lado a lado com a transparência e a ética.

**Fontes**

A notícia baseia-se em declaração pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrada por veículos de imprensa na semana de 8 de outubro de 2026, e na divulgação da pesquisa Datafolha sobre intenções de voto para as eleições presidenciais. As análises sobre tecnologia eleitoral têm como referência estudos do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) e artigos acadêmicos sobre campanhas digitais publicados em periódicos como o Journal of Political Marketing. Nenhum número específico da pesquisa Datafolha foi reproduzido, conforme as diretrizes editoriais do FORTIS NEWS.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.