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Economia

TCU cobra plano emergencial da Infra S.A. para recuperar trecho paralisado da Fiol 2

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-14

O Tribunal de Contas da União determinou que a estatal apresente medidas urgentes para evitar deterioração do trecho 2 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou à Infra S.A., estatal responsável por projetos de infraestrutura, a elaboração de um plano emergencial para recuperar um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2), atualmente paralisado e sob risco de degradação. A decisão, publicada recentemente, reflete a preocupação do órgão fiscalizador com o andamento de uma das obras mais estratégicas para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e do Nordeste.

**Contexto**

A Fiol é uma ferrovia de cerca de 1.500 quilômetros, dividida em três trechos. O trecho 1, entre Ilhéus (BA) e Caetité (BA), já está em operação. O trecho 2, que liga Caetité a Barreiras (BA), é o foco da determinação do TCU. Já o trecho 3 segue em planejamento, com destino a Figueirópolis (TO), onde se conectaria à Ferrovia Norte-Sul. A obra foi iniciada há mais de uma década, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas enfrenta sucessivos atrasos devido a problemas contratuais, falhas de projetos e dificuldades financeiras.

A Infra S.A., criada em 2021 a partir da fusão da Valec e da EPL, herdou a responsabilidade pela gestão dos contratos ferroviários. No caso da Fiol 2, o contrato com o consórcio construtor foi rescindido, e o trecho permanece sem manutenção adequada. O TCU, em auditoria recente, constatou que a ausência de conservação pode levar à perda total do investimento já realizado, estimado em bilhões de reais. Entre os problemas identificados estão erosões, assoreamento de bueiros e danos à plataforma ferroviária.

**Análise**

A exigência de um plano emergencial sinaliza a urgência de se evitar que a obra se torne um elefante branco. A Fiol é considerada essencial para reduzir o custo logístico do agronegócio brasileiro, especialmente para o escoamento de grãos como soja e milho do oeste baiano e do sul do Piauí e Maranhão. Sem a conclusão do trecho 2, a produção precisa ser transportada por rodovias, encarecendo o produto e tornando o Brasil menos competitivo no mercado internacional.

O prazo dado pelo TCU para a Infra S.A. apresentar o plano é curto, o que demonstra a gravidade da situação. A estatal terá que detalhar as ações de recuperação, o cronograma e as fontes de financiamento. Além disso, o tribunal cobra um plano de longo prazo para a conclusão da obra, incluindo a modelagem de concessão ou parceria público-privada. A decisão ocorre em um momento em que o governo federal busca retomar grandes projetos de infraestrutura como parte da política de crescimento econômico.

**Fontes**

As informações foram baseadas em documentos oficiais do Tribunal de Contas da União (TCU) e em relatórios técnicos da Infra S.A. divulgados em seus respectivos canais de transparência. Também foram consultadas publicações especializadas em logística e infraestrutura, como a Agência Infra e o Ministério dos Transportes.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.