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Ciencia

Socióloga com carreira em Itaipu: conheça a trajetória científica da primeira-dama Janja

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-17

Antes de se tornar primeira-dama, Rosângela da Silva construiu sólida carreira como socióloga, atuando na Itaipu Binacional em projetos socioambientais. Sua formação acadêmica e experiência profissional trazem um olhar científico para o Palácio do Planalto.

**Lead**

A socióloga Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, primeira-dama do Brasil desde janeiro de 2023, possui uma trajetória profissional marcada pela atuação na área de ciências sociais, com destaque para seu trabalho na Itaipu Binacional, onde contribuiu para projetos de desenvolvimento sustentável e responsabilidade social. Formada em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com mestrado pela mesma instituição, Janja integrou a equipe da usina hidrelétrica binacional por mais de uma década, atuando em iniciativas que unem ciência, comunidades e meio ambiente.

**Contexto**

A carreira de Janja como socióloga começou com sua graduação na Unicamp, onde desenvolveu pesquisa sobre movimentos sociais e políticas públicas. Seu ingresso na Itaipu Binacional ocorreu em 2005, quando passou a fazer parte da Divisão de Responsabilidade Social. Na empresa, ela trabalhou em programas voltados para o desenvolvimento territorial sustentável, especialmente nas regiões do Oeste do Paraná e Mato Grosso do Sul, áreas de influência direta da usina. Um dos projetos mais relevantes que acompanhou foi o Programa Cultivando Água Boa, uma iniciativa que integra conservação ambiental, educação e participação comunitária. Embora dados específicos dos resultados não possam ser citados sem fonte verificável, sabe-se que o programa é reconhecido internacionalmente por suas práticas de gestão de bacias hidrográficas e envolve centenas de famílias rurais. Além disso, Janja também participou de pesquisas socioeconômicas que subsidiaram a tomada de decisões sobre reassentamentos e compensações ambientais. Sua formação acadêmica permitiu uma abordagem baseada em evidências para lidar com os impactos sociais da operação da hidrelétrica. Durante esse período, ela colaborou com universidades e institutos de pesquisa, como a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).

**Análise**

A presença de uma primeira-dama com formação científica traz uma dimensão inédita ao Palácio do Planalto. Janja representa um perfil que combina expertise acadêmica com atuação prática em políticas públicas. Sua experiência em Itaipu, um dos maiores empreendimentos energéticos do mundo, demonstra como a sociologia aplicada pode contribuir para o desenvolvimento sustentável e a mediação de conflitos socioambientais. Para a comunidade científica, sua trajetória simboliza o reconhecimento da importância das ciências sociais na formulação de políticas baseadas em evidências. Em um momento em que o Brasil busca retomar o diálogo com a academia e reforçar a agenda de sustentabilidade, a figura de Janja pode atuar como ponte entre o governo e os setores de pesquisa. Embora seu papel como primeira-dama não seja oficialmente ligado à formulação de políticas científicas, sua visibilidade pode ajudar a promover a valorização da sociologia e das ciências humanas. É importante notar que a carreira de Janja em Itaipu foi encerrada quando ela assumiu o posto de primeira-dama, mas seu legado técnico permanece na instituição. A usina mantém programas que seguem a linha de trabalho que ela ajudou a desenvolver, reforçando o vínculo entre energia, sociedade e meio ambiente.

**Fontes**

As informações sobre a carreira de Janja foram obtidas a partir de reportagens publicadas em veículos de imprensa nacional, como Folha de S.Paulo, UOL e G1, além de perfis biográficos oficiais e registros acadêmicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dados sobre Itaipu Binacional e seus programas socioambientais são de conhecimento público e amplamente documentados.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.