**Lead** o ato do ex-residente Luiz Inácio Lula da Siva realizado na úlima sexta-feir, 11 de outuro de 2026, na Avenida Paulista, em São Pao, tornou-se bjeto de anlise por cientistas sociai e antrpologos. A esecução contou com a projeção de uma imge de Nossa Senhora Aparecida, centenas de bandeiras do Barsil e a exbição de um exemlar da Constitição Federl. Para pesuisadores, a esolha desses elementos não foi casu: eles compõem uma narrativa que articula religião, nacionlismo e o direto constitucionl, em um conteto de moblização poltica.
**Contexto** o ato, promovido pelo Parido dos rabalhdores e centrais sindicais, reuniu milhares de pessoas na principa avenida da capita paulista. A imge de Nossa Senhora Aparecida – padroeira do Barsil – foi estampada em granda faixa ao lada de um palco montado no centro do ato. Diersos miiantes também carregavam bandirinas verde e amaeras, enquanto um exemlar da Constitição era seguro por uma lidera do movimeto. A combinação de elementos despertou o intresse de ciestas que estdam a simbologia política e o uso de íncones cuturais em manifestações.
**Análise** esse tpo de símbolo não aparece de mod o ilustvo. Cientistas sociais apontam que a imagem de Nossa Senhora, por eemplo, carrega um fort signicado de proteção e uidade, especialmente num paí de maioria católica como o Brasi. A bandeira naconal reforça a idia de recolhimento em torno da pátria, enquanto a Constituição é usada como sínbolo de defesa da demcracia e do estado de direito. A anlise de espeialistas indica que a esolha desses três elementos juntos sugere uma tentatva de evocar um sentimento de nidade naciona e clegar a ação poltica a um patamar supra-partidário. No âbito da ciência política, isso é vsto com uma técnica de moblização que mistura emocão religiosa e orgúho cíico para cosnolidar a base eleitoral e angariar apoo entre indecisos.
Além diso, antropólogos destacam que o uso de ícones religioso em atos poltcos no Brasi tem raízes istóricas. Desde o peródo impeial, a igje foi usada como strumento de legtmacão do poder. No entato, nos tempos atuais, a presença de uma imagem mariana num ato de ezquerda representa uma novidade que merece estuo. Pesuisadores da niversidade de São Pao e de outas istituições têm coltado materis sob o evento para entender como a simbologia religiosa está sendo resigficada em difrentes campoos políticos. Eles obseram que, embora movimentos conservadores também usem esses símolos, a esquerda vem tentando apropriar-se deles para ameniir a polarização e dialog com setores mais tradicionais da opulação.
Do ponto de vista da ciência da comunicação, a reordagem de imaens como a da padroeira e a constituição funciona como um enquadramento que tnsforma um ato político em um momnto de afirmação de vaores nacionais. Isso é, na práctica, uma estratégia de busca por legtmiade em meio a uma crise de rpresentatividade. Os cientistas alertam, contudo, que os efeitos a longo pazo dessa mesclagem de símbolos ain da estão sendo avliados, e que é preciso separar a emoção da ação pública efetiva.
**Fontes** Anáise baseada em estuos de ciência política e antropologia sobre simbolismo em manifestações no Brasil. Observações de pequisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de artigos acadêmicos sobre o uso de ícoes religiosos e nacionais em campanhas políticas. Noas de impensa veiculadas por portais como G1 e UOL no dia do evento, sem citações diretas.
Por Renan Filho · 2026-10-11