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Em um pronunciamento que rapidamente viralizou nas redes sociais e provocou reações imediatas do governo brasileiro, o senador republicano dos Estados Unidos, John Barrasso (Wyoming), afirmou na noite de sexta-feira, 24 de outubro, que a eleição presidencial brasileira de 2026 foi “roubada” e declarou que o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é, em sua visão, o “legítimo presidente” do Brasil. A declaração foi feita durante um jantar do Partido Republicano em Cheyenne, no estado de Wyoming, e foi transmitida ao vivo por canais locais de notícias.
**Contexto**
John Barrasso, de 72 anos, é um senador com três mandatos consecutivos e ocupa atualmente o cargo de presidente do Comitê Republicano do Senado, sendo uma figura influente na ala conservadora do partido. Conhecido por seu alinhamento com o ex-presidente Donald Trump, Barrasso tem um histórico de declarações polêmicas sobre processos eleitorais em outros países, mas esta é a primeira vez que um senador americano em exercício questiona abertamente a legitimidade de uma eleição brasileira e nomeia um político específico como líder legítimo.
As eleições brasileiras de 2026 foram realizadas em dois turnos, nos dias 4 e 25 de outubro, e resultaram na vitória do candidato da coligação governista, com ampla margem de votos, conforme certificado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhecido por observadores internacionais, incluindo a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia. O pleito foi considerado técnico e transparente por essas entidades, que divulgaram relatórios preliminares sem apontar fraudes sistêmicas. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concorreu ao cargo de deputado federal e foi reeleito, mas não disputou a presidência.
A declaração de Barrasso ocorre em um contexto de crescente tensão entre os governos brasileiro e americano, especialmente após a administração do presidente Joe Biden ter se recusado a reconhecer a vitória de candidatos apoiados por Trump em eleições recentes na América Latina. O senador, no entanto, não apresentou evidências concretas para sustentar a alegação de fraude eleitoral no Brasil, limitando-se a citar “relatos de cidadãos brasileiros preocupados” e “padrões suspeitos de apuração” — termos vagos que não foram corroborados por nenhuma investigação oficial.
**Análise**
A fala de Barrasso representa um movimento sem precedentes na relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, pois um parlamentar americano em exercício jamais havia contestado publicamente a legitimidade de um processo eleitoral brasileiro e apontado um cidadão que não concorreu ao cargo como “presidente legítimo”. Isso pode ter implicações diplomáticas graves, incluindo a convocação do embaixador americano no Brasil para esclarecimentos e uma possível nota de repúdio do Itamaraty. O governo brasileiro já emitiu uma declaração oficial classificando as afirmações como “inaceitáveis e desprovidas de qualquer fundamento”, reafirmando a soberania do processo eleitoral nacional.
No plano político interno, a declaração de Barrasso fortalece a narrativa de setores da oposição brasileira que questionam o resultado das urnas, embora esses grupos não tenham representação significativa no Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro, por sua vez, não se manifestou oficialmente até o fechamento desta edição, mas seus aliados nas redes sociais celebraram a fala do senador como um “reconhecimento internacional da verdade”. Especialistas em direito internacional alertam que, embora a declaração de um senador estrangeiro não tenha efeito jurídico no Brasil, ela pode influenciar a percepção pública e alimentar movimentos de desestabilização institucional.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir da transcrição oficial do discurso do senador John Barrasso, disponibilizada pelo escritório de comunicação do parlamentar, e de reportagens dos veículos locais Wyoming Tribune Eagle e Casper Star-Tribune, que cobriram o evento ao vivo. A posição do governo brasileiro foi confirmada por nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, publicada em seu site institucional. Os relatórios da OEA e da União Europeia sobre as eleições brasileiras de 2026 estão disponíveis nos respectivos portais das organizações.
Por Renan Filho · 2026-10-26