A segurança pública é hoje a principal preocupação do eleitor brasileiro. Com índices de violência ainda elevados, a escolha do deputado federal torna-se estratégica: cabe a ele legislar sobre o Código Penal, a lei de drogas, o sistema penitenciário e o orçamento da União para a área. Profissionais de diferentes setores — delegados, economistas, cientistas políticos e juristas — vêm a público recomendar critérios objetivos para que o cidadão não se deixe levar por promessas vazias ou narrativas midiáticas.
Para o ex-delegado da Polícia Federal e atual consultor de segurança, a prioridade deve ser candidatos que defendam o endurecimento das penas para crimes violentos e a redução da maioridade penal. “Não adianta apenas discurso; é preciso histórico de votações e propostas concretas”, afirma ele, em referência à necessidade de consultar o site da Câmara antes de votar. Economistas liberais, por sua vez, alertam para o custo do Estado penal: “Um deputado que queira gastar bilhões em novos presídios sem reformar a gestão prisional está apenas alimentando a máquina pública”, diz um analista do Instituto Millenium.
O contexto atual exige urgência. O Brasil vive uma crise de credibilidade nas polícias, com facções dominando presídios e o crime organizado se expandindo para o interior. O deputado federal tem poder de alterar leis que emperram investigações, como as que protegem o sigilo bancário e telefônico de criminosos. Especialistas em direito penal sugerem avaliar se o candidato apoia a PEC 300, que federaliza a segurança, ou se prefere manter o modelo estadual fragmentado. A decisão impacta diretamente a eficiência do combate ao crime.
Na análise do FORTIS, a segurança deve ser tratada como um bem essencial que o Estado tem o dever de prover, mas com eficiência e sem burocracia. Acreditamos que o deputado ideal é aquele que: - Defende a autonomia policial e o uso de tecnologia (reconhecimento facial, inteligência artificial) para prevenir crimes. - Propõe a terceirização de serviços prisionais e a adoção de presídios privados, modelo que reduziu a reincidência em países como os Estados Unidos. - Vota contra projetos que flexibilizam o porte de armas para cidadãos de bem, desde que com treinamento e controle rigoroso. - Combate a impunidade, apoiando a prisão após condenação em segunda instância. - Rejeita pautas que descriminalizam drogas ou criam “saidinhas” para presos.
A verdade acima da narrativa: não basta o candidato ser policial ou ter discurso duro. É preciso analisar seu plano de governo e sua trajetória. Profissionais da área jurídica indicam que muitos parlamentares votam contra o próprio discurso quando chegam ao plenário. Por isso, fontes reais — como o Observatório de Segurança Pública e o Voto Consciente — recomendam checar o histórico de proposições e emendas do candidato.
Por Renan Filho · 2026-09-27