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Politica

Segundo turno das eleições brasileiras começa no exterior; Nova Zelândia é o primeiro país a receber votos

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-24

Brasileiros residentes na Nova Zelândia foram os primeiros a votar no segundo turno das eleições presidenciais, abrindo a votação no exterior. O pleito segue o fuso horário local e terá sequência em mais de 180 países.

**Lead**

Na madrugada deste domingo, horário de Brasília, os primeiros eleitores brasileiros aptos a votar no exterior começaram a comparecer às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais. A Nova Zelândia, por seu fuso horário adiantado em relação ao Brasil, foi o primeiro país a abrir as seções eleitorais. Cerca de 15 mil brasileiros estão registrados para votar no país da Oceania, em cidades como Auckland, Wellington e Christchurch. O pleito no exterior segue as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com urnas eletrônicas enviadas e fiscalizadas por representantes diplomáticos.

**Contexto**

O voto no exterior é um direito garantido pela Constituição brasileira a cidadãos maiores de 18 anos que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral. Para o segundo turno, os eleitores devem votar nos mesmos candidatos que escolheram no primeiro turno, caso tenham comparecido. A votação no exterior ocorre exclusivamente em locais definidos pela embaixada e consulados brasileiros, e as seções funcionam das 8h às 17h no horário local de cada país. A logística envolve o transporte de urnas eletrônicas, treinamento de mesários voluntários e acompanhamento de observadores internacionais, quando aplicável.

A Nova Zelândia, por estar 16 horas à frente do horário de Brasília (no horário de verão local), é tradicionalmente o primeiro país a registrar os votos dos brasileiros no exterior. Em eleições anteriores, esse fato gerou grande atenção da mídia e das campanhas, pois os primeiros resultados simbólicos do voto exterior costumam ser divulgados antes mesmo do início da votação no Brasil. No entanto, o TSE ressalta que a apuração final só é consolidada após o fechamento de todas as seções, inclusive no território nacional.

**Análise**

A votação no exterior tem relevância simbólica e estratégica para as campanhas. Embora o número total de eleitores brasileiros fora do país seja pequeno em relação ao eleitorado nacional — cerca de 700 mil eleitores, concentrados nos Estados Unidos, Japão, Portugal e Reino Unido —, cada voto pode ser decisivo em uma disputa acirrada. Nos segundo turnos anteriores, a diferença de votos entre os candidatos foi inferior a 5 milhões, tornando qualquer bloco de votos significativo.

Além disso, a votação na Nova Zelândia costuma ser acompanhada de perto por analistas internacionais, pois reflete o engajamento da diáspora brasileira e a eficiência da estrutura consular. O processo de votação no exterior, porém, enfrenta desafios logísticos: a distância, a dispersão geográfica dos eleitores e a necessidade de garantir segurança cibernética nas urnas eletrônicas são pontos constantes de atenção da Justiça Eleitoral. Em 2026, o TSE implementou um protocolo reforçado de auditoria, com testes públicos de integridade realizados antes do envio dos equipamentos.

**Fontes**

- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — informações sobre regras para votação no exterior. - Embaixada do Brasil na Nova Zelândia — cronograma e locais de votação. - Dados históricos de eleições anteriores, disponíveis no portal do TSE. - Reportagens de veículos de imprensa internacionais que cobrem o voto brasileiro no exterior.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.