**Lead**
Mais de 156 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo, 26 de outubro de 2026, no segundo turno das eleições gerais. As seções eleitorais abrem às 8h e fecham pontualmente às 17h, no horário de Brasília. Para garantir um processo seguro e ordeiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu regras rígidas de identificação, uso do aplicativo e-Título e transporte público gratuito em todo o país. A segurança dos locais de votação foi reforçada por forças policiais estaduais e federais, em uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
**Contexto**
A segunda etapa das eleições de 2026 envolve a escolha do presidente da República entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno, ocorrido em 4 de outubro. Além do pleito nacional, eleitores de 13 estados e do Distrito Federal também votam para governador. O TSE estima que aproximadamente 30% do eleitorado comparecerá às urnas no período da manhã, com pico de movimento entre 10h e 14h. Medidas de segurança foram intensificadas após episódios de violência política registrados ao longo da campanha, incluindo ataques a caravanas e ameaças a candidatos. O Tribunal orienta os eleitores a planejarem o deslocamento com antecedência, evitando horários de maior aglomeração.
**Documentos obrigatórios e e-Título**
Para votar, é obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto. São aceitos: RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho ou certificado de reservista. O título de eleitor físico não é exigido, mas o eleitor deve saber o número da zona e seção eleitoral. O aplicativo e-Título, disponível para Android e iOS, pode substituir o documento impresso, desde que o eleitor já tenha feito o cadastro biométrico e o app contenha a foto. Caso o eleitor não tenha realizado a biometria, o e-Título não exibirá a fotografia, e será necessário levar um documento físico com foto. O TSE recomenda baixar o aplicativo com antecedência e verificar a conexão com a internet, pois o app pode ser acessado offline após o login inicial. Em caso de perda ou roubo do celular, o eleitor deve levar um documento físico e pode consultar o local de votação pelo site do TSE.
**Transporte gratuito e deslocamento**
O TSE e os governos estaduais garantiram transporte público gratuito em todo o país neste domingo. As prefeituras das capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores devem operar linhas de ônibus, metrô e trens urbanos com frota máxima. Em São Paulo, a Companhia do Metropolitano (Metrô) e a CPTM funcionarão das 5h às 20h. No Rio de Janeiro, o sistema SuperVia e o BRT operam com esquema especial. A gratuidade abrange também embarcações e transporte fluvial em regiões ribeirinhas, como na Amazônia Legal. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as polícias militares farão patrulhamento nas vias de acesso aos locais de votação. Eleitores com dificuldade de locomoção podem solicitar auxílio aos mesários ou às forças de segurança presentes.
**Regras de votação e segurança do processo**
A votação é feita por meio de urnas eletrônicas, que desde 1996 eliminam a possibilidade de fraude por violação de cédulas. Cada urna possui um lacre físico e um Registro Digital do Voto (RDV) que é criptografado e auditável por partidos e instituições fiscalizadoras. O eleitor deve digitar o número do candidato e confirmar o voto. Se errar, pode apertar a tecla “corrige” antes de confirmar. O voto em branco ou nulo é registrado pelas teclas correspondentes. O TSE proíbe o uso de celular na cabine de votação, para evitar registro do voto. Celulares e câmeras devem ser deixados com os mesários ou desligados. A polícia está autorizada a apreender aparelhos que estejam sendo usados para fotografar a urna. Durante a votação, é permitido levar “cola” com os números dos candidatos, desde que em papel. Não é permitido entrar na cabine com objetos que possam causar suspeita de coação, como armas (exceto para forças de segurança em serviço).
**Analise**
A segurança das eleições brasileiras é um tema central para a confiança do eleitor. O sistema eletrônico de votação é um dos mais auditados do mundo, com testes públicos de segurança realizados antes de cada pleito. No entanto, a desinformação sobre fraudes e a polarização política elevam o risco de tensões nas seções eleitorais. O reforço policial é uma resposta direta ao aumento de casos de ameaças a mesários e candidatos, que, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, cresceram 40% em relação ao pleito anterior. A gratuidade do transporte público, por sua vez, busca garantir que todos os cidadãos exerçam o direito ao voto, especialmente em áreas periféricas e rurais, onde o custo do deslocamento poderia ser um obstáculo.
A coordenação entre os órgãos de segurança — Polícia Federal, PRF, polícias civis e militares — é fundamental para impedir ações que possam comprometer a ordem. Além disso, a proibição do uso de celulares nas cabines visa coibir a compra de votos e o constrangimento de eleitores. A longo prazo, a transparência do processo eleitoral depende da manutenção dessas medidas de segurança e do combate à disseminação de notícias falsas. O eleitor informado é o principal agente para garantir a lisura do pleito. Por isso, o TSE mantém canais oficiais de comunicação e um disque-denúncia (0800-648-8000) para relatar irregularidades.
**Fontes**
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Resolução nº 23.732/2026 e site oficial (www.tse.jus.br). - Ministério da Justiça e Segurança Pública – Planejamento integrado de segurança para as eleições 2026. - Secretarias estaduais de Segurança Pública – Operações específicas em cada unidade da federação. - Consórcio de Transporte Público das capitais – Informações sobre gratuidade e horários especiais.
Por Renan Filho · 2026-10-25