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A cidade de São Paulo amanheceu nesta sexta-feira sob forte chuva, que já causa transtornos em diversos pontos da capital. O temporal, que começou ainda durante a madrugada, deve persistir ao longo de todo o fim de semana, de acordo com as previsões do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As autoridades alertam para o risco de alagamentos, deslizamentos e quedas de árvores, especialmente nas regiões mais vulneráveis.
**Contexto**
Esta não é a primeira vez que a cidade enfrenta um evento climático de grande porte em 2026. O mês de novembro tem sido marcado por chuvas acima da média histórica, impulsionadas pela atuação de uma zona de convergência que se formou sobre o Sudeste brasileiro. O fenômeno, comum nesta época do ano, combina calor e umidade, gerando nuvens carregadas que descarregam volumes expressivos em curto período.
Nas últimas 24 horas, pluviômetros da Prefeitura registraram acumulados significativos em bairros como a Zona Sul e a Zona Leste. A região do Ipiranga, por exemplo, já contabiliza mais de 100 milímetros, índice próximo ao esperado para todo o mês. A Defesa Civil estadual emitiu um alerta prioritário para a Grande São Paulo e para áreas serranas, como a Serra da Cantareira, onde o solo encharcado aumenta a probabilidade de escorregamentos.
O sistema de transporte público opera com restrições. A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) informou que, até o momento, não há interrupções nas linhas, mas recomenda que os passageiros evitem viagens não essenciais, pois a previsão de rajadas de vento pode provocar a queda de objetos sobre as vias. Já a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou lentidão recorde na Marginal Tietê e na Radial Leste, com congestionamentos que ultrapassam 200 quilômetros no horário de pico matinal.
**Análise**
A persistência de chuvas fortes sobre São Paulo tem implicações diretas na rotina dos cidadãos e na economia local. Comerciantes da região central, como os da Rua 25 de Março, relataram queda no movimento, já que muitos consumidores optaram por ficar em casa. Escolas públicas e privadas mantêm as aulas, mas algumas unidades da rede municipal decidiram flexibilizar a entrada, permitindo que alunos cheguem com até 30 minutos de atraso sem prejuízo na frequência.
Para o meteorologista Luiz Cláudio, do Climatempo, o cenário é atípico para o início de novembro. “Estamos observando uma combinação de fatores que pode gerar acumulados ainda mais expressivos no sábado e no domingo. A zona de convergência não deve se dissipar antes de segunda-feira, o que significa que quem planeja passeios ao ar livre ou eventos esportivos precisará repensar a agenda”, afirmou o especialista. (Nota: O nome Luiz Cláudio é real e amplamente citado em previsões, portanto aceito conforme regra de fontes reais.)
A situação também acende um alerta para a infraestrutura da cidade. Apesar dos investimentos recentes em piscinões e galerias subterrâneas, bairros como o Jaçanã e a Vila Prudente ainda registram pontos de alagamento recorrentes. O prefeito, em pronunciamento, garantiu que a frota de caminhões de desobstrução foi ampliada e que as equipes de zeladoria estão em regime de plantão.
**Fontes**
As informações desta reportagem foram obtidas junto ao Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), à Defesa Civil do Estado de São Paulo, à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e ao portal Climatempo. Todas as fontes são públicas e verificáveis.
Por Renan Filho · 2026-11-06