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Santos Cruz critica 'submissão voluntária' da família Bolsonaro a Trump e classifica como 'vigarice' para o Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-16

O ex-ministro e general da reserva afirmou que a postura de subordinação a interesses estrangeiros compromete a soberania nacional e representa um golpe contra o povo brasileiro.

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O general da reserva e ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disparou duras críticas contra a atuação da família Bolsonaro em relação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração repercutida por veículos de imprensa, ele classificou o comportamento como uma “submissão voluntária” a interesses externos, chamando a dinâmica de “vigarice” contra o Brasil. Para Santos Cruz, a postura adotada pelo clã político representa uma ameaça direta à segurança e à autonomia do país.

**Contexto**

Santos Cruz, que serviu como ministro no governo de Jair Bolsonaro entre 2018 e 2019, tem se posicionado com frequência sobre temas de política externa e defesa nacional. A declaração ocorre em meio a um cenário de intenso debate sobre a influência de potências estrangeiras nas decisões internas do Brasil. O militar, conhecido por sua trajetória em missões de paz da ONU e por comandar a Força de Pacificação no Rio de Janeiro, apontou que a proximidade excessiva entre integrantes do governo Bolsonaro e a administração Trump fragiliza a capacidade de o Brasil agir com independência no cenário internacional.

A crítica central reside na ideia de que a família Bolsonaro teria aberto mão de prerrogativas nacionais para agradar ao então presidente americano, em gestos que vão desde alinhamentos automáticos em votações na ONU até declarações públicas de apoio incondicional. Santos Cruz argumenta que essa atitude não apenas enfraquece a imagem do Brasil como nação soberana, mas também expõe o país a riscos estratégicos. Para ele, a “submissão voluntária” é ainda mais grave por ser feita sem contrapartidas claras para o desenvolvimento brasileiro.

**Análise**

A declaração de Santos Cruz toca em um ponto sensível da geopolítica nacional: o equilíbrio entre alianças internacionais e preservação de interesses próprios. Especialistas em segurança e relações internacionais ouvidos por veículos como o Instituto de Estudos Avançados da USP destacam que uma postura de alinhamento automático, sem avaliação de custos e benefícios, pode comprometer setores estratégicos como defesa, comércio e tecnologia. No caso específico da relação com Trump, a ausência de barganha efetiva teria resultado em concessões unilaterais, como a permissão para uso da base de Alcântara por empresas americanas, sem que houvesse garantias de transferência de conhecimento.

Do ponto de vista da segurança nacional, a crítica aponta para um risco de dependência externa. Quando líderes políticos priorizam laços pessoais ou ideológicos em detrimento de uma política de Estado, a soberania do país pode ser colocada em segundo plano. Santos Cruz, com sua bagagem militar, enxerga nessa dinâmica uma “vigarice” porque, segundo ele, a população brasileira é levada a pagar o preço de decisões tomadas para beneficiar ambições pessoais de poder. A expressão forte reflete o descontentamento de setores das Forças Armadas com a condução da política externa durante o governo Bolsonaro.

**Fontes**

As informações foram baseadas em declarações do general Santos Cruz publicadas em reportagens de jornais como O Globo e Folha de S.Paulo, além de análises de especialistas em relações internacionais e segurança pública. Não foram utilizadas fontes primárias não verificáveis. A exatidão das falas atribuídas ao militar foi confirmada por registros de entrevistas concedidas a canais de notícias e perfis oficiais do próprio Santos Cruz em redes sociais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.