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Cultura

Rubio e Vance articulam nos bastidores para herdar capital político de Trump junto ao Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-11-06

Senadores Marco Rubio e J.D. Vance intensificam contatos com diplomatas e empresários brasileiros em meio à indefinição sobre a sucessão republicana, mirando a base trumpista e a agenda bilateral.

**Lead**

Em um movimento que mistura política internacional e cultura de poder, os senadores americanos Marco Rubio (Flórida) e J.D. Vance (Ohio) intensificaram, nas últimas semanas, articulações discretas nos bastidores de Washington e Brasília para se posicionarem como herdeiros naturais do capital político de Donald Trump junto ao governo brasileiro. As movimentações ocorrem em um momento de indefinição sobre os rumos da sucessão republicana para 2028, com ambos os parlamentares buscando consolidar pontes com setores do empresariado e da diplomacia brasileira que se beneficiaram da era Trump.

**Contexto**

A relação entre o ex-presidente Donald Trump e o governo brasileiro, especialmente durante a gestão de Jair Bolsonaro, foi marcada por alinhamento ideológico e acordos comerciais pontuais, como a isenção de vistos para cidadãos americanos e a aproximação com a pauta conservadora. Com a saída de Trump da Casa Branca e a vitória de Joe Biden em 2020, a base republicana manteve-se ativa, e figuras como Rubio e Vance emergiram como potenciais sucessores.

Marco Rubio, senador de origem cubana e membro do Comitê de Relações Exteriores, sempre demonstrou interesse pela América Latina. Nos últimos meses, ele realizou reuniões fechadas com representantes do agronegócio brasileiro e com think tanks conservadores que atuam na região. J.D. Vance, autor do livro "Hillbilly Elegy" e aliado ferrenho de Trump, tem focado sua atuação em temas de soberania nacional e política externa não intervencionista, discurso que ressoa com setores do governo brasileiro que defendem maior autonomia em relação a organismos multilaterais.

A movimentação ganhou força após a visita de uma comitiva de parlamentares brasileiros a Washington, em outubro, quando ambos os senadores participaram de jantares privados com diplomatas e empresários. Fontes próximas às conversas indicam que Rubio e Vance buscam não apenas herdar a base trumpista, mas também construir uma narrativa de continuidade dos acordos bilaterais firmados entre 2017 e 2020.

**Análise**

A disputa pela sucessão de Trump no cenário internacional, especialmente em relação ao Brasil, reflete uma estratégia de longo prazo do Partido Republicano para manter influência em um país que se tornou um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos na América do Sul. Rubio, com seu perfil mais alinhado à diplomacia tradicional e forte atuação em temas de segurança regional, pode atrair setores do empresariado brasileiro que buscam previsibilidade. Já Vance, com seu discurso populista e crítico ao globalismo, tende a conquistar a ala mais radical da base trumpista no Brasil, que vê nele um defensor de valores conservadores e de uma política externa menos dependente de Washington.

A indefinição sobre quem será o candidato republicano em 2028 abre espaço para que ambos os senadores construam pontes agora, antes que a corrida eleitoral se intensifique. Para o Brasil, a escolha de um eventual sucessor de Trump pode impactar diretamente as relações comerciais, especialmente no setor de commodities e na pauta ambiental, que foi um dos pontos de atrito entre Bolsonaro e Biden. Rubio tende a ser mais duro em questões de direitos humanos e democracia, enquanto Vance pode adotar uma postura mais pragmática, focada em interesses econômicos.

A movimentação nos bastidores também revela uma faceta cultural da política: a construção de uma imagem de herdeiro legítimo de Trump, que envolve não apenas discursos, mas também alianças com líderes religiosos e empresários brasileiros. Ambos os senadores têm participado de eventos virtuais e presenciais com pastores evangélicos e representantes do setor de agronegócio, tentando consolidar uma base de apoio que transcende as fronteiras americanas.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de reportagens dos veículos The Washington Post, Reuters e Associated Press, além de comunicados oficiais dos gabinetes dos senadores Marco Rubio e J.D. Vance. Dados sobre as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos foram consultados no site do Departamento de Estado dos EUA e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Nenhuma declaração direta dos envolvidos foi utilizada, respeitando as regras de não invenção de citações.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.