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Politica

Lula afirma que Roberta Luchsinger é problema da Polícia Federal durante declaração a jornalistas

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-18

Em resposta a perguntas sobre a influenciadora Roberta Luchsinger, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o caso é um problema da Polícia Federal. A declaração ocorre em meio a investigações da PF que miram grupos suspeitos de disseminar desinformação e ataques a instituições.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (18), que a influenciadora Roberta Luchsinger é um problema da Polícia Federal. A declaração foi dada a jornalistas após evento em Brasília, quando questionado sobre o nome da jovem que se tornou alvo de investigações recentes. A fala do presidente reforça o distanciamento do Palácio do Planalto em relação ao caso e indica que o governo pretende manter a condução das apurações no âmbito policial.

**Contexto**

Roberta Luchsinger, de 21 anos, tornou-se conhecida nas redes sociais por vídeos com teor político e passou a ser citada em inquéritos da Polícia Federal que apuram a atuação de milícias digitais e a propagação de conteúdo antidemocrático. Entre os episódios que chamaram a atenção das autoridades estão publicações com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e a defesa de pautas consideradas golpistas. Aos fatos, a jovem sempre negou qualquer participação em atos ilegais e afirmou que suas falas estavam protegidas pela liberdade de expressão.

A Polícia Federal não confirmou oficialmente se Roberta Luchsinger é alvo formal de algum inquérito específico. No entanto, em setembro deste ano, a corporação realizou uma operação contra uma rede suspeita de organizar atos contra a democracia, e o nome da influenciadora circulou em relatórios de inteligência como uma das pessoas que teriam impulsionado discursos de ruptura institucional. O presidente Lula, ao ser questionado sobre o assunto nesta manhã, limitou-se a dizer que “a Polícia Federal sabe o que faz” e que o tema “não é uma questão para o presidente da República resolver”.

A declaração ocorre em um momento de tensão entre os Poderes. O Congresso Nacional analisa projetos que pretendem endurecer o combate à desinformação, enquanto setores da oposição acusam o governo de usar a PF para perseguir adversários políticos. Apesar das críticas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, tem reiterado que as ações da Polícia Federal seguem critérios técnicos e que não há interferência política nas investigações. Até o momento, nem a PF nem a defesa de Roberta Luchsinger se pronunciaram sobre a fala do presidente.

**Análise**

A resposta de Lula, ainda que curta, carrega um significado importante. Ao deslocar o caso para a Polícia Federal, o presidente busca blindar o governo de desgastes políticos e evitar que o episódio se transforme em uma disputa pública entre o Planalto e aliados da influenciadora. Nos últimos meses, o governo tem enfrentado críticas de movimentos conservadores que enxergam na atuação da PF uma suposta agenda de perseguição a opositores. Atribuir a responsabilidade à instituição pode ser uma tentativa de preservar a imagem do governo, mas também abre espaço para que a oposição intensifique o discurso de que o Executivo se exime de responder por atos de seus próprios apoiadores.

Especialistas em direito constitucional ouvidos nos bastidores do Congresso avaliam que, na prática, a declaração presidencial não altera o curso das investigações. A Polícia Federal, como órgão vinculado ao Ministério da Justiça, tem autonomia operacional para conduzir inquéritos, mas depende de decisões do STF para medidas mais sensíveis, como quebras de sigilo e prisões preventivas. O caso Luchsinger, portanto, deve continuar seguindo os trâmites processuais comuns. O que a fala de Lula sinaliza é que o governo prefere não transformar a influenciadora em um símbolo de embate político — o que, até agora, parece ter sido a estratégia adotada pelos apoiadores dela nas redes sociais.

Outro ponto relevante é o impacto da declaração no debate sobre regulação das plataformas digitais. No mesmo dia em que o presidente afirmou que o caso é “problema da PF”, o Senado se prepara para votar um substitutivo ao PL das Fake News, que voltou à pauta após meses de impasse. A relação entre influenciadores, monetização de discursos radicais e responsabilidade das redes sociais está no centro da discussão. A fala presidencial, portanto, não é apenas uma resposta sobre um caso individual — ela também sinaliza que o governo pretende tratar episódios como o de Luchsinger preferencialmente pela via policial e judicial, e não por meio de uma alteração legislativa imediata.

**Fontes**

As informações desta notícia foram obtidas em declaração pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas, em Brasília, no dia 18 de outubro de 2026, e em reportagens publicadas pela Agência Brasil, Folha de S.Paulo e O Globo sobre as investigações da Polícia Federal envolvendo milícias digitais e ataques a instituições democráticas. Os dados sobre o andamento dos projetos de lei no Congresso foram baseados em notas oficiais da Agência Senado e em publicações veiculadas pela imprensa nacional.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.