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Internacional

Após reunião com Lula, Durigan reafirma compromisso com sustentabilidade fiscal para o Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-11-05

O secretário do Tesouro Nacional, Dario Durigan, reiterou o compromisso do governo brasileiro com a responsabilidade fiscal após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião sinaliza aos mercados internacionais a continuidade da política de controle de gastos.

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O secretário do Tesouro Nacional, Dario Durigan, reafirmou nesta quinta-feira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade fiscal. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, teve como pauta principal o cenário econômico doméstico e as medidas necessárias para assegurar o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos. A declaração de Durigan, obtida por meio de nota oficial, visa tranquilizar investidores estrangeiros e organismos multilaterais sobre a direção da política fiscal brasileira.

**Contexto**

A reunião entre Lula e Durigan ocorre em um momento de atenção redobrada dos mercados internacionais em relação ao Brasil. Desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, o governo tem alternado medidas de expansão fiscal — como o aumento do salário mínimo e a ampliação de programas sociais — com esforços para conter o déficit primário. O secretário Durigan, à frente do Tesouro Nacional desde 2023, é uma das vozes mais influentes na defesa do arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso em 2023, que estabelece regras para limitar o crescimento das despesas à variação da receita.

O compromisso com a sustentabilidade fiscal ganhou relevância internacional após o Brasil ter recuperado o grau de investimento por parte de algumas agências de classificação de risco, como a Moody's e a Fitch, nos últimos dois anos. A manutenção desse selo de bom pagador depende, em grande medida, da credibilidade das políticas fiscais adotadas pelo governo. A reunião de hoje reforça a sinalização de que, mesmo diante de pressões políticas por mais gastos sociais, o Executivo não pretende abandonar a disciplina orçamentária.

Além da pauta fiscal, o encontro também tratou da preparação da agenda para as próximas reuniões do G20 e do FMI, onde o Brasil buscará apoio para reformas na arquitetura financeira global. A sustentabilidade fiscal no plano doméstico é vista como condição essencial para que o país exerça liderança em fóruns multilaterais.

**Análise**

A reafirmação do compromisso com a sustentabilidade fiscal por parte de Durigan, respaldada pelo presidente Lula, tem implicações diretas para o cenário internacional. Investidores estrangeiros acompanham de perto os sinais de responsabilidade orçamentária no Brasil, especialmente após anos de instabilidade política e fiscal que levaram à perda do grau de investimento em 2015. A sinalização de continuidade das regras fiscais ajuda a ancorar expectativas de inflação e câmbio, fatores cruciais para fluxos de capital para economias emergentes.

Especialistas em economia internacional destacam que a sustentabilidade fiscal brasileira é monitorada por agências multilaterais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, que incluem o Brasil em suas revisões periódicas de estabilidade financeira. Um eventual deslize fiscal poderia não apenas elevar o custo de financiamento da dívida pública brasileira, mas também contaminar a percepção de risco sobre outros países da América Latina. Assim, a postura do governo Lula é observada como um termômetro para a região.

Outro ponto relevante é o timing político: a reunião ocorre a poucos dias da divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, que pode demandar contingenciamento de gastos caso as metas fiscais estejam ameaçadas. A declaração de Durigan funciona como uma preparação do mercado para possíveis cortes, demonstrando que o governo está disposto a adotar medidas impopulares, se necessário, para manter a credibilidade.

A manutenção do diálogo entre o presidente e o secretário do Tesouro também sinaliza alinhamento entre a equipe econômica e o núcleo político do governo. Isso reduz incertezas sobre possíveis rupturas na política fiscal, algo que já ocorreu em governos anteriores e gerou choques de confiança. Para o mercado internacional, a previsibilidade é um ativo valioso, e o encontro de hoje contribui para preservá-la.

**Fontes**

As informações foram baseadas em comunicado oficial do Ministério da Fazenda, em declarações públicas do secretário Dario Durigan registradas pela imprensa, e em análises de economistas publicadas em veículos como Valor Econômico e Folha de S.Paulo. Também foram consultados relatórios do FMI e do Banco Mundial sobre perspectivas fiscais para economias emergentes. Nenhuma fonte não verificada foi utilizada.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.