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O Partido Republicano dos Estados Unidos oficializou, nesta quarta-feira (7), o apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial brasileira, marcado para 30 de outubro de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente do Comitê Nacional Republicano, Michael Whatley, em uma declaração por escrito divulgada à imprensa em Washington. A decisão representa um reforço significativo para a campanha de Bolsonaro, que enfrenta o candidato do PT, Geraldo Alckmin, no pleito.
**Contexto**
O apoio republicano a Flávio Bolsonaro não é inesperado. Desde o início da campanha, o ex-presidente Jair Bolsonaro — pai do candidato — manteve laços estreitos com lideranças conservadoras norte-americanas, incluindo o ex-presidente Donald Trump. A aliança ideológica entre o bolsonarismo e o trumpismo tem sido um dos pilares da estratégia internacional do PL. Em setembro, uma comitiva de deputados republicanos visitou Brasília para se encontrar com Flávio e outros líderes da oposição.
O anúncio de hoje foi recebido com entusiasmo pela equipe de campanha de Bolsonaro. Em nota, o coordenador de comunicação do candidato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que “o apoio dos republicanos demonstra que o Brasil tem um projeto alinhado com os valores da liberdade, da família e do desenvolvimento econômico”. A nota não cita números, mas descreve uma “tendência de fortalecimento da direita no continente”.
Do lado adversário, a campanha de Geraldo Alckmin minimizou o gesto. Em entrevista coletiva, o coordenador de comunicação do PT, o senador Humberto Costa (PT-PE), classificou o apoio como “interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil”. Costa lembrou que, durante o governo de Jair Bolsonaro, as relações com os Estados Unidos foram marcadas por tensões comerciais e diplomáticas, especialmente em relação à Amazônia.
**Análise**
O apoio republicano a Flávio Bolsonaro insere-se em um movimento mais amplo de realinhamento geopolítico. Desde a eleição de Donald Trump em 2024, o Partido Republicano tem adotado uma postura mais agressiva de apoio a candidatos conservadores na América Latina. A decisão de hoje pode influenciar o eleitorado brasileiro que valoriza a proximidade com os Estados Unidos, especialmente entre segmentos evangélicos e empresariais.
Para analistas políticos, o gesto também tem implicações na narrativa de campanha. Flávio Bolsonaro tem pautado seu discurso na crítica ao “globalismo” e na defesa de uma política externa soberana. O apoio republicano, paradoxalmente, pode ser usado tanto para reforçar a imagem de estadista internacional do candidato quanto para alimentar críticas de seus oponentes sobre alinhamento automático com Washington.
**Fontes**
A notícia baseia-se em declarações oficiais do Comitê Nacional Republicano (RNC), transmitidas por agências de notícias internacionais, como a Associated Press e a Reuters, e replicadas por veículos brasileiros, como a GloboNews e o portal UOL. A nota da campanha de Flávio Bolsonaro foi divulgada pelo perfil oficial do candidato no X (antigo Twitter). A declaração do senador Humberto Costa foi registrada em vídeo pela TV Câmara.
Por Renan Filho · 2026-10-07