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Opiniao

Quem paga a conta do adiamento para o Brasil?

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-27

O adiamento de eventos esportivos no Brasil sempre tem um preço. A pergunta que fica é: quem paga essa conta?

**Titulo: Quem paga a conta do adiamento para o Brasil?**

**Lead** O adiamento de grandes eventos esportivos no Brasil não é uma novidade, mas cada vez que ocorre, a pergunta que fica no ar é: quem paga a conta? Em um país com a carga tributária de 33% do PIB e com um Estado que insiste em intervir em tudo, a resposta nunca é simples. A economia brasileira, que já enfrenta dificuldades estruturais, vê no adiamento de eventos esportivos um reflexo direto da má gestão e da falta de previsibilidade. O contribuinte, como sempre, é o mais prejudicado.

**Contexto** O Brasil, que sediou a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, sabe bem o custo de sediar grandes eventos. Estádios superfaturados, obras inacabadas e um legado duvidoso. Agora, com o adiamento de novos eventos, a discussão volta à tona. A Copa América de 2021, por exemplo, foi realizada às pressas, com custos elevados e pouca transparência. O mesmo se repete com o adiamento de etapas de campeonatos mundiais e outras competições que o Brasil se propõe a receber.

A verdade é que o modelo atual de financiamento de eventos esportivos no Brasil é insustentável. Os cofres públicos, que deveriam ser geridos com eficiência, são usados para bancar arenas e infraestrutura que, na maioria das vezes, beneficiam poucos. A iniciativa privada, que poderia assumir esse papel, é sufocada por uma burocracia gigantesca e uma carga tributária elevada. O resultado é um ciclo vicioso de promessas e adiamentos, onde o único que paga a conta é o cidadão comum.

**Análise FORTIS** Sob a ótica liberal-conservadora, o problema não é o adiamento em si, mas a forma como o Estado brasileiro conduz a organização de eventos esportivos. A intervenção estatal, que deveria ser mínima, acaba sendo a protagonista, gerando ineficiência e corrupção. O livre mercado, por outro lado, teria condições de avaliar a viabilidade de cada evento, investindo apenas naqueles que realmente trouxessem retorno. Mas, para isso, seria necessário desburocratizar, reduzir impostos e dar espaço para a iniciativa privada.

O adiamento de eventos esportivos é um sintoma de um problema maior: a falta de visão de longo prazo. Enquanto o Brasil continuar tratando o esporte como uma vitrine política, e não como um negócio sério, os adiamentos serão frequentes. A verdade acima de qualquer narrativa é que o Estado não é um bom gestor de recursos. A prova está nos estádios vazios e nas obras inacabadas que se espalham pelo país. Enquanto isso, o contribuinte segue pagando a conta, direta ou indiretamente.

A solução passa por uma reforma estrutural que limite a atuação do Estado e fortaleça o papel da iniciativa privada. Isso inclui a criação de um ambiente de negócios mais favorável, com menos impostos, menos burocracia e mais segurança jurídica. Só assim o Brasil poderá sediar eventos esportivos de forma sustentável, sem que o cidadão precise arcar com os custos de um Estado ineficiente.

**Pergunta: Quem realmente paga a conta pelo adiamento de eventos esportivos no Brasil?** Resposta: O contribuinte brasileiro. Isso ocorre porque a maior parte dos recursos para a realização de grandes eventos vem de fontes públicas, como a Lei Geral da Copa e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Quando um evento é adiado, os custos já investidos não são recuperados, e novos gastos são necessários. Além disso, a infraestrutura ociosa e a manutenção de estádios vazios geram prejuízos contínuos.

**Pergunta: O que poderia ser feito para evitar esses prejuízos?** Resposta: A adoção de um modelo de gestão privada, com transparência e responsabilidade fiscal, é o primeiro passo. O Estado deveria se afastar da organização direta de eventos esportivos, limitando-se a criar condições para que a iniciativa privada atue. Isso inclui a redução de impostos, a simplificação de processos e a garantia de segurança jurídica. O livre mercado, por sua vez, saberia identificar quais eventos são viáveis e quais não são, evitando desperdícios.

**Pergunta: O Brasil deveria sediar grandes eventos esportivos no futuro?** Resposta: Sim, mas com uma condição: que o setor privado seja o protagonista. O Brasil tem potencial para sediar eventos de grande porte, mas não às custas do dinheiro público. É preciso criar um ambiente de negócios que atraia investimentos privados, com regras claras e estáveis. Sem isso, qualquer evento será um fardo para o contribuinte e uma oportunidade para a corrupção.

**Pergunta: Qual o papel da imprensa nesse cenário?** Resposta: A imprensa tem o dever de informar com base em fatos e dados, sem se curvar a narrativas. É papel do jornalismo investigar os custos reais de cada evento e cobrar transparência dos gestores públicos. A verdade, por mais dura que seja, é o que importa. O contribuinte precisa saber exatamente quanto está pagando e por quê.

**Pergunta: O que o cidadão comum pode fazer para se proteger?** Resposta: O cidadão pode e deve cobrar dos seus representantes uma gestão eficiente dos recursos públicos. Isso inclui votar em candidatos comprometidos com a responsabilidade fiscal e com a redução do tamanho do Estado. Além disso, é fundamental apoiar iniciativas que promovam a transparência e o controle social. A mudança começa pela conscientização.

**Conclusão** O adiamento de eventos esportivos no Brasil é mais um capítulo da crônica da ineficiência estatal. Enquanto o Estado continuar no comando, o contribuinte seguirá pagando a conta. A solução é clara: menos Estado, mais mercado, e uma imprensa livre e independente que cumpra o seu papel. A verdade acima de qualquer narrativa. É isso que o Brasil precisa para avançar.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.