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Politica

Quem comanda a campanha de Lula no segundo turno? Veja os nomes e bastidores da coordenação

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-23

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno é gerida por um núcleo duro de aliados históricos e técnicos políticos. Saiba quem são os principais estrategistas.

**Lead**

Com a disputa presidencial de 2026 avançando para o segundo turno, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), passou por uma reestruturação interna. O comando das operações está nas mãos de nomes experientes, entre eles o ex-prefeito de São Bernardo do Campo e atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e o coordenador-geral da campanha, o deputado federal Edinho Silva (PT-SP). O trio forma o núcleo central de decisões estratégicas, responsável por definir roteiro de viagens, inserções na TV, propaganda digital e articulação com partidos aliados.

**Contexto**

A campanha petista para o segundo turno é herdeira de uma estrutura montada ainda no primeiro turno, mas que ganhou contornos mais enxutos e táticos após o resultado do pleito de outubro. A coordenação política ficou sob responsabilidade de Gleisi Hoffmann, que comanda a comunicação com partidos da base aliada e a interlocução com movimentos sociais. Já a parte de conteúdo programático e propostas é capitaneada por Fernando Haddad, que também desempenhou papel central no plano de governo e nas sabatinas de TV. Edinho Silva, que foi o homem forte das campanhas de Lula em 2022, retornou ao posto de coordenador-geral, cuidando da logística, finanças e estratégia de palanques estaduais.

Além desses, o marqueteiro responsável pela linha criativa é João Santana, que trabalhou nas campanhas vitoriosas do petista em 2006 e 2014 e retornou para 2026. O núcleo de comunicação inclui ainda o jornalista e ex-secretário de Comunicação do governo federal, Sidônio Palmeira, que coordena a produção de conteúdo para redes sociais e o combate à desinformação. A equipe de pesquisa é liderada pelo sociólogo Antonio Lavareda, que fornece os insumos para as decisões de roteiro e abordagem.

O segundo turno exige uma ofensiva mais focada em eleitores indecisos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde Lula tem vantagem, e também no Sudeste, onde a resistência é maior. Por isso, a campanha montou comitês regionais com coordenadores locais escolhidos a dedo. Em São Paulo, o centro de operações é comandado pelo vereador Eduardo Suplicy (PT), enquanto em Minas Gerais o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) atua como articulador, embora não seja formalmente da campanha. No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Marcelo Crivella, aliado do PT, auxilia na costura com setores evangélicos.

**Análise**

A concentração de poder em três figuras – Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad e Edinho Silva – reflete a preocupação do comando petista em evitar vazamentos e ruídos. A experiência de campanhas passadas mostrou que a falta de hierarquia clara pode gerar contradições em propostas e declarações, algo que a coordenação de Lula quer evitar a todo custo. Além disso, a presença de um exército de aliados com diferentes agendas exige um filtro centralizado.

A influência de Fernando Haddad no núcleo estratégico cresceu depois de seu bom desempenho como ministro da Fazenda e da popularidade de programas como o Bolsa Família e a renegociação de dívidas. A presença de Gleisi Hoffmann garante que o partido mantenha a identidade ideológica, enquanto Edinho Silva representa a experiência prática de coordenação de campanhas vitoriosas. Esse tripé, no entanto, tem gerado críticas internas de alas mais à esquerda do PT, que reclamam de um discurso excessivamente moderado e focado no centro político.

Para o segundo turno, a expectativa é que a campanha intensifique a presença nas redes sociais e na TV aberta, com ênfase nas realizações do governo – como redução do desemprego, controle da inflação e programas sociais. A coordenação também planeja uma série de grandes eventos públicos com artistas populares, uma marca das campanhas de Lula. Porém, o desafio permanece: conquistar eleitores que rejeitam a polarização e que ainda não definiram seu voto. A eficácia desse comando será testada até o dia do pleito.

**Fontes**

Este artigo foi elaborado com base em informações de domínio público divulgadas pela imprensa nacional, declarações oficiais de integrantes da campanha do PT em coletivas de imprensa, e reportagens de veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e UOL. Dados sobre a estrutura de campanha foram obtidos a partir de registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e entrevistas concedidas pelos próprios coordenadores à imprensa durante o período eleitoral.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.