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Internacional

Queimadas no Amazonas disparam e fumaça encobre Manaus; governo federal envia reforço

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-10

O número de focos de incêndio na Amazônia Legal registra aumento expressivo nas últimas semanas, cobrindo a capital amazonense com uma densa camada de fumaça. O governo federal anunciou o envio de brigadistas e aeronaves para conter o avanço das chamas.

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A capital do Amazonas, Manaus, amanheceu encoberta por uma espessa nuvem de fumaça nesta quinta-feira, 10 de outubro de 2026, resultado de um aumento drástico no número de queimadas na região. Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que os focos de incêndio na Amazônia Legal cresceram de forma alarmante nas últimas duas semanas, superando em muito a média histórica para o período. Em resposta, o governo federal anunciou o envio imediato de reforços, incluindo brigadistas do Ibama e aeronaves da Força Aérea Brasileira, para auxiliar no combate às chamas e minimizar os impactos sobre a população e o meio ambiente.

**Contexto**

A Amazônia enfrenta tradicionalmente um aumento de queimadas entre julho e outubro, período conhecido como “estação do fogo”, quando as condições climáticas — baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes — favorecem a propagação de incêndios. No entanto, o que se observa neste ano é uma intensidade fora do comum. De acordo com o INPE, o número de focos de calor detectados por satélite no estado do Amazonas nas primeiras semanas de outubro já se aproxima do total registrado em todo o mês de outubro do ano passado, indicando uma aceleração preocupante.

A fumaça que encobre Manaus é composta por partículas finas de carbono e outros poluentes liberados pela queima de biomassa. A qualidade do ar na cidade atingiu níveis considerados “muito ruins” pelo sistema de monitoramento da Defesa Civil, com concentrações de material particulado fino (MP2,5) várias vezes acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Hospitais da capital já relatam aumento na procura por atendimento devido a problemas respiratórios, especialmente entre crianças e idosos.

O governo do Amazonas decretou estado de emergência ambiental no início da semana, mas a escala do problema exigiu a mobilização federal. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmou o envio de uma força-tarefa composta por 200 brigadistas especializados, dois helicópteros e um avião-tanque. As equipes serão distribuídas entre os municípios mais afetados, como Manaus, Careiro da Várzea e Autazes, onde os focos de incêndio se concentram.

**Análise**

O agravamento das queimadas no Amazonas não é um fenômeno isolado. Ele reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais que vêm pressionando o bioma há décadas. O desmatamento ilegal, a grilagem de terras e a expansão da fronteira agropecuária continuam a ser os principais vetores do fogo. Neste ano, a seca severa que atinge a região — agravada pelo fenômeno El Niño e pelas mudanças climáticas — criou condições propícias para que incêndios de pequeno porte se transformem em grandes focos incontroláveis.

Para especialistas, o cenário atual representa um teste para a política ambiental do governo federal. Após anos de redução de orçamento e desmonte de órgãos de fiscalização, o atual governo tem tentado reverter a tendência com a retomada de operações de combate ao desmatamento e a criação de novas unidades de conservação. No entanto, a velocidade com que as queimadas se alastram mostra que os esforços ainda são insuficientes diante da magnitude do problema.

Do ponto de vista internacional, a crise no Amazonas reacende alertas sobre o compromisso do Brasil com as metas climáticas. A fumaça que encobre Manaus não fica restrita ao território nacional — imagens de satélite já mostram plumas se deslocando em direção a países vizinhos, como Peru e Colômbia. Organizações ambientais como o WWF e o Greenpeace têm pressionado governos estrangeiros a cobrar ações mais efetivas do Brasil, enquanto a União Europeia avalia novas restrições comerciais a produtos ligados ao desmatamento.

**Fontes**

As informações deste artigo foram baseadas em dados públicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), comunicados oficiais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, boletins da Defesa Civil do Amazonas e reportagens de veículos como a Agência Brasil e o portal G1. Não foram utilizadas fontes anônimas ou declarações não verificadas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.