A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada em 26 de setembro de 2026, registra uma virada significativa na corrida presidencial no estado do Pará. Pela primeira vez em meses, a sequência de empates técnicos que caracterizava a disputa entre o candidato Dr. Daniel (Podemos) e o representante do campo estatista foi quebrada. O levantamento aponta Dr. Daniel com 41% das intenções de voto, contra 35% do principal adversário — uma diferença de seis pontos percentuais, fora da margem de erro de três pontos para mais ou para menos.
Os números representam um choque de realidade no cenário político paraense, onde até a semana passada as pesquisas mostravam empate dentro da margem. A mudança é atribuída por analistas a uma série de fatores econômicos concretos que favorecem o discurso de livre mercado e redução do Estado defendido pelo candidato do Podemos.
Do ponto de vista do eleitor paraense, a principal preocupação continua sendo a geração de emprego, a inflação dos alimentos e o custo da energia elétrica — itens que pesam especialmente na região Norte. O governo federal, sob gestão do campo oposto, acumulava até agosto uma inflação de 7,2% no acumulado de doze meses, com destaque para os reajustes nas tarifas de energia e combustíveis, que afetam diretamente a logística e o poder de compra das famílias paraenses.
Enquanto isso, o estado do Pará viveu um ciclo de crescimento puxado pelo agronegócio e pela mineração, setores que se beneficiaram de desonerações fiscais e menor intervenção regulatória durante a gestão estadual alinhada a princípios liberais. A produção de soja, milho e minério de ferro alcançou recordes históricos no primeiro semestre de 2026, gerando empregos formais e aumento da arrecadação própria. Esse desempenho fortaleceu o discurso de que menos Estado e mais mercado produzem resultados superiores.
A pesquisa Quaest entrevistou 1.200 eleitores em 30 municípios paraenses, entre os dias 20 e 24 de setembro. O intervalo de confiança é de 95%. A coleta de dados foi presencial, com questionários padronizados. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais. Os dados brutos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PA-04578/2026.
A vantagem de Dr. Daniel é ainda mais expressiva quando se observa o recorte por renda familiar. Entre eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, o candidato do Podemos alcança 48%, contra 30% do oponente. Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, a disputa é mais apertada: 38% para Dr. Daniel e 36% para o adversário. Esse dado sugere que a mensagem de crescimento econômico via redução de impostos e desburocratização encontra maior ressonância entre os setores produtivos e a classe média alta, mas começa a penetrar também nas camadas populares, especialmente entre aqueles que sentem na pele os efeitos da inflação.
Contexto adicional: a campanha de Dr. Daniel tem centrado seus esforços em três pilares econômicos: (1) redução do ICMS sobre combustíveis e energia elétrica, com impacto direto no custo de vida; (2) defesa do código mineral e flexibilização ambiental — sob o argumento de que regras excessivas travam investimentos bilionários em regiões como Carajás e Tapajós; e (3) reforma administrativa para cortar cargos comissionados e despesas de custeio, redirecionando recursos para infraestrutura e saúde. Essas propostas contrastam com a plataforma do adversário, que defende aumento de gastos públicos e controle de preços — política que historicamente gera escassez e mercado negro.
A pesquisa também revela que 52% dos paraenses consideram a situação econômica do estado “boa” ou “ótima”, contra 28% que a classificam como “ruim” ou “péssima”. Esse indicador de percepção econômica é um dos maiores entre os estados da federação e está diretamente correlacionado com o desempenho do candidato situacionista.
Para o FORTIS NEWS, a fidelidade aos fatos exige que se destaque: os dados são do instituto Quaest, reconhecido por sua metodologia rigorosa e independência. Não há evidência de manipulação ou viés. O que se observa é a tradução de uma realidade econômica objetiva em intenção de voto. O eleitor paraense está votando com o bolso e com a percepção de que o caminho da liberdade econômica e do Estado mínimo gera prosperidade.
Em resumo, a quebra do empate técnico no Pará não é um acaso de pesquisa. É o reflexo de uma gestão estadual que apostou no livre mercado, colheu resultados e agora vê seu candidato presidencial colher os frutos. O FORTIS NEWS continuará monitorando os próximos levantamentos para confirmar se essa tendência se consolida ou se é apenas um movimento conjuntural.
Por Renan Filho · 2026-09-26