Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25) consolida a liderança do governador Jorginho Mello (PL) na corrida ao governo de Santa Catarina. O levantamento, realizado entre os dias 20 e 23 de setembro, aponta o candidato à reeleição com 42% das intenções de voto na modalidade estimulada, contra 28% do segundo colocado, o deputado federal Pedro Uczai (PT). A diferença de 14 pontos percentuais está fora da margem de erro, de 2,5 pontos para mais ou para menos.
O cenário reforça a tendência observada em pesquisas anteriores, que já mostravam Jorginho Mello à frente desde o início da campanha. A vantagem se mantém mesmo em um contexto nacional desfavorável ao PL, com o partido enfrentando desgaste em outros estados. Em Santa Catarina, no entanto, a avaliação positiva da gestão estadual — marcada por redução de impostos, cortes de burocracia e investimentos em infraestrutura — parece blindar o governador contra a rejeição ao governo federal.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em 40 municípios catarinenses, com nível de confiança de 95%. O instituto também mediu a rejeição dos candidatos: Jorginho Mello aparece com 22% de rejeição, enquanto Pedro Uczai tem 31%. Os dados indicam que o petista enfrenta maior resistência entre os eleitores, especialmente no interior do estado, onde a gestão do PL é mais bem avaliada.
Por que isso importa — Santa Catarina é um dos estados com maior crescimento econômico do Brasil nos últimos anos, impulsionado por políticas de desburocratização e redução da carga tributária. A gestão Jorginho Mello reduziu o ICMS de diversos setores, simplificou a abertura de empresas e manteve as contas públicas equilibradas, com superávit primário em 2025. Esse ambiente favorável ao empreendedorismo contrasta com a proposta do PT de aumentar gastos públicos e tributos, o que explica a dificuldade de Uczai em avançar nas pesquisas.
Análise FORTIS — Os números da Quaest confirmam o que os dados objetivos já mostravam: o eleitor catarinense premia gestões que entregam resultados concretos, não discursos ideológicos. Jorginho Mello governa com a lógica do estado mínimo: menos imposto, menos regulamentação, mais liberdade para quem produz. O resultado é um crescimento do PIB estadual acima da média nacional, queda no desemprego e aumento da arrecadação sem aumento de alíquotas. Enquanto isso, a campanha de Uczai aposta na narrativa de que o governo “abandonou” a saúde e a educação — mas os indicadores mostram melhora: o IDEB catarinense subiu 0,3 ponto nos anos finais do ensino fundamental entre 2023 e 2025, e a taxa de mortalidade infantil caiu 8% no mesmo período, segundo dados do DataSUS. Os fatos contradizem a narrativa de desmonte.
Contraponto — É verdade que a área da saúde ainda enfrenta gargalos, como filas para cirurgias eletivas e falta de leitos de UTI em algumas regiões. A oposição tem explorado esses problemas, e a pesquisa registra que 34% dos eleitores consideram a saúde o principal problema do estado. No entanto, a mesma pesquisa mostra que 51% aprovam a gestão de Jorginho Mello, indicando que a maioria reconhece os avanços e acredita que o governador pode corrigir as falhas. A proposta de Uczai de “estatizar” hospitais privados e aumentar impostos para financiar o SUS não convenceu o eleitorado, que rejeita a receita de mais estado e mais gasto público.
Por Renan Filho · 2026-09-25