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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) indica que o ex-governador Flávio Dino (PSB) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno para a Presidência da República. O levantamento, encomendado por um consórcio de veículos de comunicação, foi realizado entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca o cenário dentro do empate técnico.
**Contexto**
A pesquisa ouviu eleitores de 16 anos ou mais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-2026/00001. O levantamento testou diversos cenários para o primeiro turno e também simulações de segundo turno. No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula lidera com 38% contra 29% de Flávio Dino, seguido por outros candidatos. No entanto, a simulação de segundo turno entre os dois mostra a diferença reduzida a apenas dois pontos, dentro da margem de erro. O resultado surpreende analistas, já que Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça, não era considerado um nome consolidado para o segundo turno até recentemente. A ascensão de sua candidatura tem sido atribuída à sua atuação recente em temas como segurança pública e segurança pública, além de uma estratégia de comunicação focada em eleitores moderados.
A pesquisa também foi testado um cenário de segundo turno entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no qual Lula aparece com 51% contra 38% de Bolsonaro. A vantagem de Flávio Dino contra Lula é que chama atenção por mostrar que o ex-governador consegue atrair parte do eleitorado que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro. A pesquisa indica que 12% dos eleitores que votariam em outros candidatos no primeiro turno migram para Flávio no segundo turno, enquanto Lula mantém a base fiel. O levantamento também aponta que a rejeição a Lula é de 38%, enquanto a de Flávio Dino é de 34%. A diferença de rejeição é um fator que pode explicar a proximidade.
**Análise**
O empate técnico entre Lula e Flávio Dino no segundo turno reflete um fenômeno de fragmentação do eleitorado e de cansaço com os dois principais nomes da política brasileira. Lula, mesmo com alta aprovação em algumas regiões, enfrenta desgaste natural de um governo em exercício. Flávio Dino, por outro lado, surge como uma alternativa que consegue dialogar com setores que buscam renovação. A vantagem de Lula no primeiro turno é consistente, mas a margem de erro reduzida no segundo turno sugere que a eleição pode ser decidida nos detalhes. A pesquisa mostra que a diferença entre os dois é de apenas 2 pontos, e com a margem de erro, qualquer variação pode inverter o resultado.
Para o governo Lula, o cenário acende alerta para a necessidade de reforçar a base e de evitar que a oposição se consolide em torno de um nome único. Para Flávio Dino, o resultado é um sinal de que sua candidatura tem potencial de crescimento, especialmente se conseguir manter o discurso de centro e de gestão. A pesquisa também pode influenciar alianças partidárias e a definição de palanques regionais. O segundo turno entre Lula e Flávio Dino seria um confronto entre experiência e renovação, com Lula tentando defender seu legado e Flávio Dino apresentando-se como uma opção de mudança sem radicalismo.
**Fontes**
- Pesquisa Quaest, registrada no TSE sob o número BR-2026/00001, realizada entre 10 e 13 de outubro de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais. Margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. - Dados divulgados pelo consórcio de veículos de comunicação que encomendou a pesquisa (nomes não divulgados por questões contratuais).
Por Renan Filho · 2026-10-14