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Ciência Eleitoral: Como PT e PL Usam Dados para Desidratar Líder e Replicar Polarização Nacional no RN

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

Pesquisas indicam estratégia coordenada entre os dois maiores partidos para reduzir vantagem de candidato moderado no Rio Grande do Norte, repetindo o cenário polarizado de 2022. Análise dos números revela método científico aplicado à política.

A ciência política nunca esteve tão próxima da estatística aplicada. No Rio Grande do Norte, as últimas pesquisas de intenção de voto – com metodologia devidamente registrada no TSE – mostram um movimento curioso: enquanto PT e PL, adversários históricos, trabalham em conjunto para desidratar o líder nas pesquisas, o objetivo final é replicar a polarização nacional que dominou o Brasil nos últimos anos. Este fenômeno, longe de ser casual, segue uma lógica baseada em modelos de comportamento eleitoral e teoria dos jogos.

**Lead:** Dados do instituto Real Time Big Data, divulgados em setembro de 2026, apontam que o candidato Fábio Dantas (Solidariedade) lidera com 28% das intenções de voto, seguido por Rogério Marinho (PL) com 22% e Fátima Bezerra (PT) com 18%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. O que chama a atenção não é a vantagem, mas o fato de que petistas e bolsonaristas têm evitado ataques diretos entre si – ao contrário, concentram fogo no terceiro colocado, com discursos que miram o centro político.

**Contexto:** A estratégia não é nova. Em 2022, a polarização Lula vs. Bolsonaro consumiu 92% dos votos válidos no primeiro turno, deixando candidatos de centro com menos de 8%. No RN, o atual governador (PT) e o ex-ministro (PL) querem repetir a dose. A diferença é que, agora, há um líder consolidado que não pertence a nenhum dos dois campos. De acordo com a Teoria do Eleitor Mediano, de Anthony Downs, candidatos moderados tendem a capturar o centro quando os extremos se polarizam. Para evitar isso, PT e PL aplicam o que cientistas políticos chamam de “cooperação competitiva”: atacam juntos o outsider, enquanto mantêm suas bases radicais.

**Análise FORTIS:** Do ponto de vista liberal-conservador, essa tática é um ataque ao livre mercado de ideias. Quando dois grandes players unem forças para eliminar um concorrente, a competição eleitoral se deteriora. O eleitor perde opções reais e é forçado a escolher entre dois extremos. Dados do V-Dem Institute indicam que países com alta polarização afetiva têm pior qualidade democrática e menor crescimento econômico. No RN, o risco é que a agenda de reformas pró-mercado – como simplificação tributária e desburocratização – seja deixada de lado em nome do enfrentamento ideológico. A ciência estatística mostra que, se a taxa de transferência de votos de Dantas para PT ou PL for superior a 60% nos palanques estaduais, a polarização se consolida. E é exatamente isso que os números preliminares sugerem.

**P: Como os partidos conseguem desidratar um líder sem se atacarem mutuamente?** R: Por meio de pesquisas de opinião contínuas e segmentação de eleitores. PT e PL identificaram que o eleitor de Dantas é predominantemente de centro, insatisfeito com ambos os lados. Assim, produzem conteúdo negativo sobre a gestão passada de Dantas (quando foi vice-governador) e evitam críticas ao adversário principal. É uma coordenação tácita, incentivada pelo sistema eleitoral de dois turnos.

**P: Essa estratégia é ética do ponto de vista científico?** R: Ela é legal, mas questionável. A ciência política chama de “vote buying by omission” – quando partidos deixam de atacar uns aos outros para prejudicar um terceiro. Estudos do Journal of Politics mostram que isso reduz a informação disponível ao eleitor e favorece a desinformação.

**P: Qual o efeito econômico dessa polarização no RN?** R: O ambiente de negócios sofre. Empresários tendem a postergar investimentos quando o cenário político é incerto. Além disso, a polarização estimula políticas populistas, como subsídios eleitorais, que aumentam a dívida pública. O Índice de Liberdade Econômica do RN já caiu 3 pontos desde 2022.

**P: A ciência pode prever o resultado?** R: Modelos de regressão logística, usando variáveis como rejeição, taxa de transferência e intenção de voto espontânea, indicam que, mantida a tendência, Dantas perde o segundo turno para qualquer um dos dois. Contudo, eventos exógenos – como operações da Polícia Federal ou crises nacionais – podem alterar o cenário.

**P: O que o eleitor liberal-conservador deve fazer?** R: Analisar friamente os dados. Ignorar o discurso de ódio e exigir propostas concretas. Apoiar candidatos que defendem Estado mínimo e livre mercado, independentemente do partido. A polarização é um desserviço à liberdade.

A ciência por trás das urnas não mente: a estratégia de desidratação é real e metódica. Cabe ao eleitor usar a mesma racionalidade para escolher o melhor caminho para o RN. O FORTIS NEWS defende que a verdade dos números deve estar acima da narrativa partidária.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.