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Politica

PT e PL miram desidratação de líder no RN e tentam replicar polarização nacional às custas do contribuinte

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

Enquanto o Estado do Rio Grande do Norte amarga déficit fiscal e serviços precários, PT e PL articulam nos bastidores para desidertar o favorito nas pesquisas locais e forçar um cenário de polarização nacional. A estratégia ignora as reais necessidades da população e prioriza o jogo de poder que já travou o Brasil.

O jogo político no Rio Grande do Norte está prestes a repetir o roteiro desgastado da polarização nacional. De acordo com fontes ligadas às direções estaduais, PT e PL — tradicionais adversários na esfera federal — firmaram um acordo tácito para desidratar o nome que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do estado em 2026. O alvo, segundo apuração, é o atual prefeito de Natal, que aparece com vantagem consolidada nos levantamentos internos dos dois partidos.

A estratégia é clara: transformar a eleição potiguar em um espelho da briga entre Lula e Bolsonaro, esvaziando terceiras vias e forçando o eleitor a escolher entre o 'menos pior' — exatamente o modelo que levou o país a um impasse legislativo e a um gasto público recorde nos últimos anos. Em vez de debater propostas de redução da carga tributária ou de eficiência administrativa, os partidos miram o ataque mútuo.

Por que isso importa? O Rio Grande do Norte enfrenta uma das maiores crises de arrecadação do Nordeste. Dados do Tesouro Nacional mostram que a dívida consolidada do estado cresceu 12% em termos reais entre 2023 e 2025, enquanto a qualidade dos serviços públicos — especialmente saúde e segurança — despencou. Cada real gasto em campanha eleitoral é um real que deixa de ser investido em infraestrutura ou na redução de impostos que sufocam o empreendedor local.

Análise FORTIS: A tentativa de PT e PL de desidratar o líder nas pesquisas não é apenas um movimento tático; é a confissão de que ambos os partidos têmem um nome que representa, ao menos em discurso, a ruptura com o velho modelo clientelista. O prefeito de Natal, que lidera as pesquisas, tem um histórico de gestão fiscal mais enxuta — embora longe do ideal liberal — e isso incomoda as máquinas partidárias. Para PT, desidratar significa evitar que um nome de centro-direita consolide base. Para PL, significa garantir que o eleitor não se desvie do voto útil bolsonarista.

Contraponto: É preciso registrar que o prefeito de Natal não é um liberal puro-sangue. Em sua gestão, houve aumento de gastos com pessoal acima da inflação, o que contradiz a defesa do estado mínimo. Ainda assim, o fato de PT e PL temerem sua candidatura mostra o quanto o sistema político brasileiro rejeita qualquer alternativa que não esteja alinhada ao toma-lá-dá-cá de Brasília. Enquanto os partidos gastam energia para destruir um adversário, o cidadão potiguar paga a conta com impostos elevados e serviços em frangalhos.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.