**Lead**
Na noite desta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, a propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL) veiculada em horário nobre na televisão brasileira apresentou um problema técnico inusitado: o áudio do comercial foi interrompido por alguns segundos, deixando apenas a imagem no ar. O episódio ocorreu durante a exibição de uma inserção de 30 segundos que seria veiculada em rede nacional, conforme a grade do horário eleitoral gratuito. Telespectadores relataram o problema nas redes sociais, enquanto a produção da campanha ainda não se pronunciou oficialmente até o fechamento desta edição.
**Contexto**
A propaganda de Flávio Bolsonaro, atual senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, faz parte de sua estratégia de comunicação para as eleições de outubro. A inserção perdia o som exatamente no trecho em que o candidato discursava sobre propostas de segurança pública, um dos pilares de sua plataforma. A emissora responsável pela transmissão — cujo nome não foi divulgado oficialmente — informou, em nota breve, que “houve uma falha momentânea no sistema de áudio”, sem detalhar as causas. Técnicos de som foram acionados e o problema foi corrigido após cerca de 15 segundos, mas o estrago na comunicação já estava feito.
Esse tipo de incidente não é inédito na história das campanhas eleitorais brasileiras. Em 2018, por exemplo, a propaganda do então candidato Jair Bolsonaro também enfrentou problemas técnicos de imagem em algumas regiões. No entanto, a perda de áudio em um momento crucial de campanha, a menos de três semanas do primeiro turno, gera preocupações adicionais. A legislação eleitoral prevê que as emissoras são responsáveis pela transmissão correta dos programas, mas não há penalidade específica para falhas técnicas momentâneas — a não ser que se comprove dolo ou manipulação.
**Análise**
Do ponto de vista estratégico, o apagão de som representa um tropeço em um momento crítico. A propaganda eleitoral é o principal meio de alcance de eleitores indecisos, especialmente em regiões com menor acesso à internet. Cada segundo de exposição conta — e quando o áudio falha, a mensagem se perde. Para campanhas que investem pesado em produção e marketing, como a de Flávio Bolsonaro, um incidente desse tipo pode ser interpretado como falta de preparo ou azar, mas, em tempos de polarização, rapidamente se torna combustível para críticas de adversários.
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Enquanto apoiadores minimizaram o ocorrido, atribuindo a falha a problemas técnicos comuns, opositores usaram o episódio para questionar a eficiência da campanha e sugerir que o candidato “não merece microfone”. A falta de um pronunciamento oficial da coordenação de campanha até o momento aumenta a incerteza. Em situações como essa, o silêncio pode ser interpretado como desorganização interna. Analistas políticos apontam que, embora o incidente seja isolado, ele ocorreu em um horário de alta audiência, o que pode ter impacto simbólico maior do que o real.
**Fontes**
A informação baseia-se em relatos de telespectadores nas plataformas X (antigo Twitter) e Instagram, na nota oficial divulgada pela emissora responsável pela transmissão (cujo nome não foi confirmado), e em análises de especialistas em comunicação política publicadas em sites de notícias durante a cobertura do horário eleitoral. Não houve posicionamento oficial da campanha de Flávio Bolsonaro até a finalização deste texto.
Por Renan Filho · 2026-10-12