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Um ‘problema técnico’ foi a causa da falta de som na propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), veiculada em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de segunda-feira, 12 de outubro de 2026. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) em nota oficial, após o incidente gerar repercussão nas redes sociais e levantar dúvidas sobre a integridade do sistema de transmissão obrigatória do horário eleitoral.
**Contexto**
A propaganda eleitoral gratuita é um dos pilares do sistema democrático brasileiro, garantindo que candidatos apresentem suas propostas à população de forma equânime. A veiculação ocorre em horário definido pela Justiça Eleitoral, em todas as emissoras de rádio e televisão do país, com exceção de canais públicos e pagos. A transmissão é coordenada por um sistema centralizado, que distribui o conteúdo para as emissoras afiliadas.
Na noite do incidente, durante o bloco destinado às propagandas dos candidatos ao Senado, a inserção do senador Flávio Bolsonaro foi exibida com imagens, mas sem qualquer áudio. Telespectadores de diversas regiões do país relataram o problema nas redes sociais, com vídeos mostrando a tela com o candidato gesticulando, mas sem som. A situação gerou imediata especulação sobre uma possível falha deliberada ou sabotagem, especialmente em um contexto político polarizado.
A Abert, que representa as principais emissoras de rádio e TV do Brasil, emitiu uma nota na manhã seguinte esclarecendo que a falha foi causada por um problema técnico no sistema de distribuição do sinal. A entidade não detalhou a natureza exata do problema, mas garantiu que as emissoras não tiveram qualquer responsabilidade e que as investigações internas já foram iniciadas. A nota também afirmou que a propaganda seria reprisada em horário alternativo, conforme determina a legislação eleitoral.
A assessoria do senador Flávio Bolsonaro também se manifestou, classificando o ocorrido como ‘lamentável’ e cobrando uma apuração rigorosa por parte da Justiça Eleitoral. O senador, que busca a reeleição, utilizou as redes sociais para comentar o episódio, mas sem fazer acusações diretas. A campanha de outros candidatos ao Senado, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
**Análise**
O incidente, embora isolado, expõe a fragilidade de um sistema que depende de uma complexa infraestrutura técnica para levar a mensagem política a milhões de brasileiros. A propaganda eleitoral é um momento crucial para os candidatos, especialmente aqueles com menos recursos, que dependem do horário gratuito para alcançar o eleitorado. Uma falha como essa, ainda que acidental, pode ter impacto significativo na percepção pública e na estratégia de campanha.
A resposta rápida da Abert e a promessa de investigação são importantes para manter a confiança no processo eleitoral. No entanto, o episódio também levanta questões sobre a necessidade de modernização e redundância nos sistemas de transmissão, a fim de evitar que problemas técnicos se tornem armas políticas. Em um ambiente de alta desconfiança, qualquer falha pode ser interpretada como intencional, alimentando teorias da conspiração e minando a credibilidade das instituições.
Especialistas em comunicação política apontam que, embora o problema técnico seja a explicação mais provável, a falta de transparência imediata sobre os detalhes pode alimentar especulações. A Justiça Eleitoral, que supervisiona o processo, deverá acompanhar a apuração da Abert e, se necessário, tomar medidas para garantir que o direito de resposta do candidato seja plenamente exercido. A reprise da propaganda é um mecanismo previsto, mas não elimina o desgaste causado pelo incidente.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de nota oficial da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), de comunicados da assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro e de relatos de telespectadores publicados em redes sociais. A cobertura foi baseada em dados públicos e na legislação eleitoral brasileira, sem recorrer a fontes anônimas ou não verificadas.
Por Renan Filho · 2026-10-12