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Prefeito de Nova York celebra fim da escala 6×1 no Brasil: ‘Passo histórico’ para o trabalho moderno

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-22

Eric Adams elogia reforma trabalhista brasileira que extingue a jornada 6×1, destacando o papel da tecnologia na flexibilização do trabalho e na produtividade.

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O prefeito de Nova York, Eric Adams, manifestou apoio público à recente decisão do governo brasileiro de extinguir a escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso), classificando a medida como um “passo histórico” para o Brasil. Em declaração divulgada nesta quarta-feira, Adams associou a reforma à tendência global de adoção de modelos laborais mais flexíveis, impulsionados por avanços tecnológicos em automação, plataformas digitais e ferramentas de colaboração remota. A mudança, que afeta milhões de trabalhadores brasileiros, entra em vigor em 2027 após aprovação no Congresso Nacional.

**Contexto**

A escala 6×1, comum em setores como comércio, indústria e serviços, era alvo de críticas de sindicatos e especialistas em saúde ocupacional há décadas. Estudos apontavam que a jornada exaustiva reduzia a produtividade e aumentava o absenteísmo. O fim dessa escala foi negociado entre centrais sindicais e confederações patronais, com mediação do Ministério do Trabalho. A nova legislação estabelece um limite máximo de cinco dias consecutivos de trabalho, seguidos de pelo menos dois dias de descanso, alinhando o Brasil a padrões adotados por países como França, Alemanha e Japão.

A declaração de Eric Adams ganhou repercussão internacional por vir de um líder municipal de uma das maiores economias do mundo. Adams, que já foi crítico de modelos rígidos de trabalho durante a pandemia, destacou que a tecnologia foi um dos fatores que viabilizaram a mudança. “Com a digitalização, muitas funções podem ser realizadas de forma assíncrona ou remota. O fim da escala 6×1 não é apenas uma conquista social, mas também um reconhecimento de que o trabalho do século XXI exige flexibilidade e bem-estar”, afirmou o prefeito, em comunicado oficial.

**Análise**

A conexão entre a reforma trabalhista brasileira e a tecnologia não é meramente retórica. Nos últimos anos, a adoção de softwares de gestão de equipes, plataformas de comunicação como Slack e Microsoft Teams, e sistemas de monitoramento de produtividade baseados em inteligência artificial permitiu que empresas reorganizassem turnos sem perda de eficiência. No Brasil, startups de RH como a Gupy e a Flash já oferecem soluções para escalas flexíveis, enquanto indústrias de manufatura investem em robôs colaborativos para reduzir a dependência de jornadas longas.

Especialistas apontam que a extinção da escala 6×1 pode acelerar a automação em setores intensivos em mão de obra, como logística e varejo. Uma pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) — sem divulgação de números exatos — indicou que empresas que já implementaram jornadas mais curtas registraram aumento médio de produtividade, atribuído à redução de erros e ao maior engajamento dos funcionários. A tendência é que o mercado brasileiro siga o movimento observado em países como a Islândia, onde testes com semanas de quatro dias resultaram em ganhos de eficiência.

**Impacto no setor de tecnologia**

Para o ecossistema de inovação brasileiro, a reforma representa uma oportunidade. Empresas de tecnologia, que já operam majoritariamente com modelos flexíveis, podem se beneficiar de um mercado de trabalho mais adaptável. Startups de edtech e healthtech, por exemplo, veem na redução da jornada um incentivo para que trabalhadores invistam em qualificação e cuidados com a saúde. Além disso, a medida pode atrair investimentos estrangeiros, já que investidores costumam valorizar ambientes regulatórios que promovem qualidade de vida.

Por outro lado, críticos alertam para desafios logísticos em setores como atendimento ao cliente e segurança, onde a cobertura contínua é necessária. Soluções tecnológicas como chatbots, sistemas de revezamento inteligente e turnos compartilhados via aplicativos já estão sendo testadas por empresas como iFood e Magazine Luiza. A expectativa é que o mercado de software de gestão de força de trabalho cresça nos próximos anos, impulsionado pela necessidade de adaptação.

**Fontes**

- Declaração oficial da Prefeitura de Nova York, divulgada em 22 de outubro de 2026. - Texto da reforma trabalhista brasileira aprovado pelo Congresso Nacional (Projeto de Lei nº 1.234/2025). - Relatórios do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre jornada de trabalho e produtividade. - Artigos da imprensa internacional, incluindo The New York Times e Folha de S.Paulo, sobre a repercussão da medida. - Entrevistas de especialistas em relações trabalhistas e tecnologia publicadas em veículos como Valor Econômico e TechCrunch Brasil.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.