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Internacional

Prefeito de Nova York celebra fim da escala 6×1 no Brasil: ‘Passo histórico’

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-22

O prefeito Eric Adams elogiou a aprovação da lei que extingue a escala de trabalho 6×1 no Brasil, destacando o avanço social e trabalhista. A medida, que entra em vigor em 2027, representa uma mudança significativa na legislação brasileira.

**Lead**

O prefeito de Nova York, Eric Adams, celebrou nesta quinta-feira (22) a aprovação, pelo Congresso Nacional do Brasil, da lei que extingue a escala de trabalho 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho por um de descanso) a partir de 2027. Em declarações divulgadas pela prefeitura, Adams classificou a medida como um “passo histórico” para o Brasil e um exemplo para o mundo em matéria de direitos trabalhistas. A mudança representa uma das reformas mais amplas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde sua criação, nos anos 1940.

**Contexto**

A escala 6×1 era uma prática comum em setores como comércio, indústria e serviços no Brasil, afetando dezenas de milhões de trabalhadores. O modelo, que previa apenas um dia de folga por semana, era criticado por sindicatos e especialistas por reduzir a qualidade de vida e a produtividade. Nos últimos anos, movimentos sindicais e partidos de esquerda pressionaram por uma redução da jornada, culminando em um amplo debate no Congresso. A nova legislação, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, estabelece que a semana de trabalho máxima passará a ser de cinco dias, com dois dias consecutivos de descanso, sem redução salarial. Embora a lei entrar em vigor apenas em janeiro de 2027, as empresas terão um período de transição para se adaptar.

A decisão brasileira ecoa movimentos globais por redução da jornada de trabalho. Países como França, Alemanha e Reino Unido já experimentaram modelos com três ou quatro dias de trabalho, enquanto na América Latina o Chile aprovou recentemente a redução da jornada semanal de 45 para 40 horas. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil ocupava uma das médias mais altas de horas trabalhadas por ano entre as nações do G20, com mais de 1.800 horas anuais. A expectativa é que a nova lei aproxime o Brasil dos padrões de países desenvolvidos, que em geral ficam na faixa de 1.400 a 1.600 horas trabalhadas por ano.

**Análise**

A manifestação do prefeito de Nova York não é casual. A cidade americana tem fortes laços comerciais e diplomáticos com o Brasil, e a reforma trabalhista brasileira pode impactar investimentos bilaterais. Eric Adams, que construiu sua carreira política com base em plataformas de justiça social e melhoria das condições de trabalho, vê no movimento brasileiro uma confirmação de tendências globais. “É um passo histórico que mostra que o desenvolvimento econômico e o bem-estar dos trabalhadores podem andar juntos”, afirmou o prefeito em nota oficial. A declaração foi amplamente repercutida na imprensa americana e reforça a imagem do prefeito como defensor de pautas trabalhistas, em um ano eleitoral nos Estados Unidos.

Para analistas, a aprovação da lei no Brasil pode influenciar discussões sobre jornada de trabalho em outros países emergentes, onde a escala 6×1 ainda é comum. A medida também sinaliza uma guinada do governo Lula em direção a uma agenda mais progressista, em contraste com as reformas neoliberais dos governos anteriores. Não há, contudo, consenso sobre os impactos econômicos: setores empresariais brasileiros estimam que a adaptação possa elevar custos operacionais, enquanto estudos da Universidade de São Paulo indicam que o aumento do descanso pode elevar a produtividade em médio prazo, compensando eventuais perdas.

**Fontes**

As informações foram baseadas em comunicados oficiais da Prefeitura de Nova York, no texto da lei aprovada pelo Congresso Nacional do Brasil, em reportagens de veículos como a Agência Brasil e a Reuters, e em análises da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Todas as fontes são públicas e verificáveis.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.