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PMs são acusados de obrigar presos por tráfico a vestir camiseta do PT em operação na zona sul de SP

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-22

Policiais militares de São Paulo teriam humilhado detentos ao forçá-los a usar camisetas com símbolo do Partido dos Trabalhadores durante uma ação. Secretaria de Segurança Pública investiga o caso.

**Lead** Policiais militares do estado de São Paulo foram acusados de obrigar presos por tráfico de drogas a vestir camisetas com o emblema do Partido dos Trabalhadores (PT) durante uma operação realizada na zona sul da capital paulista. O episódio, divulgado por veículos locais e amplamente compartilhado em redes sociais, gerou indignação entre defensores de direitos humanos e lideranças políticas. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que abriu uma sindicância para apurar os fatos.

**Contexto** De acordo com relatos que circularam inicialmente em grupos de WhatsApp e posteriormente em perfis de jornalistas independentes, a ação ocorreu na comunidade do Jardim Ângela, região conhecida pelos altos índices de violência e pela atuação do tráfico. As imagens que viralizaram mostram homens algemados e com camisetas vermelhas estampadas com a estrela do PT, partido que governou o país por 13 anos e atualmente é oposição ao governo federal. As vítimas seriam suspeitas de envolvimento com o crime organizado, mas nenhuma condenação formal foi apresentada até o momento. A SSP, em nota oficial, afirmou que “não compactua com qualquer conduta que viole a dignidade da pessoa humana” e que instaurou procedimento interno para verificar a veracidade das denúncias. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional São Paulo e grupos de monitoramento policial manifestaram preocupação com a possível utilização de símbolos partidários como instrumento de humilhação. A Polícia Militar, por sua vez, declarou que as imagens podem ter sido adulteradas e que colaborará com a investigação.

**Análise** O caso expõe um fenômeno preocupante nas forças de segurança brasileiras: a politização de abordagens e a instrumentalização de símbolos partidários para constranger detentos. Especialistas em segurança pública apontam que, se confirmado, o ato configura abuso de autoridade, constrangimento ilegal e violação de direitos fundamentais previstos na Constituição. Além disso, a associação arbitrária de um partido político ao crime de tráfico de drogas pode alimentar a polarização já existente na sociedade. O episódio também levanta questões sobre o controle interno das corporações e a necessidade de treinamento continuado sobre o uso progressivo da força e o respeito à dignidade humana. A investigação da SSP será crucial para determinar se houve determinação expressa dos superiores ou se se tratou de iniciativa isolada de alguns policiais. Independentemente do resultado, o fato já repercute negativamente na imagem da instituição e acende um alerta para o debate sobre a militarização da segurança pública e seus limites éticos.

**Fontes** As informações foram obtidas a partir de reportagens da imprensa local, incluindo os portais UOL e G1, que divulgaram a denúncia e a nota oficial da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Também foram consultadas manifestações públicas de entidades como a OAB-SP e de especialistas em segurança citados em matérias jornalísticas. A investigação em curso é de caráter sigiloso e não há dados oficiais atualizados sobre o número de policiais envolvidos.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.