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Cultura

PM relata depredação, tumulto e pichações em dispersão de ato pró-Lula na Paulista

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-12

A Polícia Militar registrou depredação, tumulto e pichações durante a dispersão de um ato de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite de domingo. Ninguém foi preso em flagrante.

**Lead**

A Polícia Militar de São Paulo informou que precisou intervir para dispersar um ato pró-Lula na Avenida Paulista, na noite de domingo, após manifestantes se recusarem a liberar a via e iniciarem tumulto. De acordo com a corporação, houve depredação de mobiliário urbano, pichações e confronto isolado entre manifestantes. O ato, que começou à tarde e reuniu apoiadores do ex-presidente, terminou com saldo de destruição em trechos da principal avenida paulistana, mas sem registro de feridos graves ou detidos em flagrante.

**Contexto**

A manifestação foi convocada por movimentos sociais e centrais sindicais em apoio ao ex-presidente Lula, que segue como principal liderança da oposição ao governo federal. A concentração ocorreu em frente ao Masp, ponto tradicional de protestos na capital paulista. Durante as primeiras horas, o ato transcorreu de forma pacífica, com discursos de lideranças políticas e sindicais. No entanto, no fim da tarde, parte dos presentes teria tentado avançar sobre a pista, contrariando a orientação da PM, que havia isolado um trecho para a manifestação.

A dispersão começou por volta das 19h, quando a Polícia Militar recebeu ordens para desobstruir a via. Segundo o boletim da corporação, alguns manifestantes reagiram arremessando objetos e pichando fachadas de estabelecimentos comerciais próximos à avenida. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pontos de ônibus com marcas de tinta e vidros quebrados em uma agência bancária. A PM afirmou que utilizou bombas de efeito moral para conter os ânimos, mas que a ação foi pontual e controlada.

O governo estadual, por meio da Secretaria de Segurança Pública, disse que acompanha os relatos da PM e que perícia será realizada para dimensionar os prejuízos ao patrimônio público e privado. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Paulo não havia emitido nota oficial sobre os danos. A Câmara Municipal deve cobrar explicações da Polícia Militar sobre os critérios usados para a dispersão, especialmente porque o ato estava autorizado e contava com apoio de parlamentares.

**Análise**

O episódio expõe a tensão crescente entre o direito à manifestação e o controle do espaço público em São Paulo. Embora o ato tenha sido majoritariamente pacífico, a minoria que partiu para a depredação reforça o discurso das autoridades de que protestos precisam ter regras mais rígidas de conduta. Especialistas em segurança pública ouvidos pela imprensa alertam que a dispersão forçada, mesmo quando legal, pode gerar reação violenta e danos que não representam a vontade da maioria dos manifestantes.

Para os organizadores, a ação da PM foi desproporcional e teria ocorrido antes do horário combinado para o encerramento do ato. Já a polícia argumenta que o bloqueio da pista não poderia se estender por tempo indeterminado, especialmente com o aumento de veículos na região no fim de semana. A falta de consenso sobre o horário e a forma de dispersão deve alimentar novos embates judiciais e administrativos, em um contexto em que manifestações políticas se tornaram frequentes na capital paulista.

O impacto político imediato é limitado, mas simbólico. A ocorrência dá munição tanto para críticos do ex-presidente, que apontam descontrole de seus apoiadores, quanto para aliados, que denunciam suposta criminalização dos movimentos sociais. Para a população que mora e trabalha na região da Paulista, fica o prejuízo material e a sensação de insegurança em meio a um ato que deveria ser pacífico. O caso também levanta dúvidas sobre a capacidade das autoridades de equilibrar liberdade de expressão com preservação do patrimônio em uma das vias mais emblemáticas do país.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de boletim oficial da Polícia Militar de São Paulo, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e de registros jornalísticos da imprensa local. Imagens e vídeos publicados nas redes sociais foram analisados como material complementar para descrever os danos. O teor das falas de manifestantes e lideranças foi transmitido por veículos presentes no local. Este texto não realiza juízo de valor sobre a legalidade do ato ou a conduta dos envolvidos, limitando-se a relatar os fatos já divulgados publicamente.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.