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Política

Painel: PL e Republicanos já disputam presidência da Alesp após saída de André do Prado para o Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-08

Com a ida do atual presidente André do Prado (PL) para o governo federal, os partidos PL e Republicanos articulam nos bastidores a sucessão no comando da Assembleia Legislativa de São Paulo, abrindo nova disputa política no maior colégio eleitoral do país.

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) vive um novo capítulo de disputa interna pelo poder. Com a confirmação da saída do deputado André do Prado (PL) da presidência da Casa — ele aceitou convite para integrar o governo federal, em cargo ainda não oficializado —, os partidos PL e Republicanos já iniciaram articulações para definir o próximo comandante do Legislativo paulista. A informação foi revelada por painel político nesta quarta-feira (8) e acendeu o alerta nos bastidores: a sucessão promete ser acirrada e pode redefinir alianças para 2027.

**Contexto**

André do Prado, eleito presidente da Alesp em 2023 com amplo apoio da base governista, vinha sendo cotado para uma vaga no primeiro escalão do governo Lula. Nos últimos dias, as negociações se intensificaram e, segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes, o convite foi formalizado. A saída do deputado, embora não tenha data exata para ocorrer, já é tratada como certa nos corredores da Casa.

Com a vacância iminente, o regimento interno da Alesp prevê que a eleição para o novo presidente ocorra em até 30 dias após a oficialização da renúncia. O atual vice-presidente, o deputado Carlos Cezar (PL), assume interinamente, mas não é considerado nome de consenso para o cargo definitivo.

O PL, partido de André do Prado, tenta manter o controle da Mesa Diretora. O nome mais forte da legenda é o do deputado estadual Maurício Neves, líder da bancada e aliado de primeira hora do governador Tarcísio de Freitas. Já o Republicanos, que integra a base aliada, lançou o nome do deputado Gilberto Nascimento Jr., ex-prefeito de São Paulo e figura de peso no partido. A sigla argumenta que, com a saída de um presidente do PL, o Republicanos teria direito à sucessão natural, como parte do acordo firmado no início da legislatura.

**Análise**

A disputa pela presidência da Alesp não é apenas uma questão de organização interna. O cargo é estratégico para o governo do estado e para o Palácio do Planalto. O presidente da Assembleia controla a pauta de votações, nomeia comissões e tem poder de agenda sobre projetos de lei de interesse do Executivo. Em um ano pré-eleitoral, com reformas tributária e administrativa em discussão, ter um aliado no comando da Casa é fundamental.

Para o governador Tarcísio de Freitas, a escolha do novo presidente precisa equilibrar forças entre os partidos que compõem sua base. O Republicanos, que já abriga o vice-governador Felício Ramuth, quer ampliar sua influência. O PL, por sua vez, não quer abrir mão de um posto conquistado há menos de dois anos. A disputa expõe as tensões internas da coalizão governista e pode antecipar movimentos para 2026, quando Tarcísio deve disputar a reeleição.

Do lado da oposição, partidos como PT e PSOL observam o racha com atenção. Embora não tenham força para eleger um nome próprio, podem se beneficiar de uma eventual divisão entre PL e Republicanos, apoiando um candidato de terceira via ou forçando um acordo que enfraqueça a base governista.

**Fontes**

As informações foram obtidas com base em reportagens do painel político da Folha de S.Paulo, do UOL e de colunistas do Estadão, que acompanham as articulações nos bastidores da Alesp. Não há confirmação oficial da data de saída de André do Prado nem do nome do novo presidente. A assessoria de imprensa da Alesp informou que o processo será conduzido conforme o regimento interno, assim que a renúncia for formalizada.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.