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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a mulher e o filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV). As prisões ocorreram durante uma operação de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento da facção criminosa. A ação, que contou com dezenas de mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Rio de Janeiro, também resultou na apreensão de veículos de luxo, imóveis e documentos contábeis e documentos contábeis.
**Contexto
Marcinho VP está preso desde 2003 e cumpre pena em regime fechado, mas continua sendo um dos nomes mais influentes na hierarquia do Comando Vermelho. Sua mulher e o filho, que não teve os nomes divulgados pela PF, foi transferida para a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, onde prestará depoimento. A operação, batizada “Operação Força Tática, é a terceira fase de uma investigação que começou em 2025, quando a PF já havia prendou outros familiares de líderes do CV. A investigação aponta que a mulher e o filho de Marcinho VP atuavam como laranjas e operações financeiras da facção, movimentando milhões de reais em contas bancárias e contábeis.
A Polícia Federal não divulgou números exatos de presos, mas confirmou que a operação envolveu mais de 200 agentes federais e que houve cumprimento de mandados em bairros nobres de São Paulo, como Morumbi e Alphaville, além de endereços na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde a mulher de Marcinho VP mantinha uma casa de luxo. A mulher e o filho foram detidos em flagrante delito por lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo a PF. A defesa dos presos não foi localizada para comentar o assunto.
**Análise**
A prisão de familiares de líderes do Comando Vermelho é uma estratégia recorrente na política de segurança pública do governo federal, que busca desarticular a logística financeira das facções. Marcinho VP, mesmo encarcerado, mantinha controle sobre parte das operações do CV, usando parentes como testas de ferro. A operação desta segunda-feira representa um golpe significativo na estrutura de lavagem de dinheiro do grupo, que financiava a compra de armas, drogas e o pagamento de propinas para agentes públicos.
Especialistas em segurança pública apontam que a ação pode gerar um efeito cascata dentro do crime organizado, forçando a facção a reestruturar sua hierarquia financeira, o que pode levar a confrontos internos ou a busca de novos laranjas. A operação também reforça a atuação da PF no combate ao crime organizado, em um momento de aumento da violência em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. O governo federal deve usar a operação para justificar a necessidade de mais recursos para a Polícia Federal e de novas leis mais rigorosas contra o crime organizado.
**Fontes**
- Polícia Federal – Superintendência Regional de São Paulo - Ministério da Justiça e Segurança Pública - Informações oficiais da Polícia Federal – Assessoria de Imprensa da Polícia Federal - Dados públicos de investigações anteriores da PF contra o Comando Vermelho (Operação Força Tática, 2025) - Especialistas em segurança pública consultados por veículos de imprensa nacionais
Por Renan Filho · 2026-10-19