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Politica

A 11 dias do 2º turno, Lula e Flávio aparecem em cenário de disputa acirrada, dizem pesquisas

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-14

Levantamentos recentes indicam empate técnico ou leve vantagem para um dos lados, com eleitorado ainda indefinido na reta final da campanha.

**Lead**

A menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos dias mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Flávio Dino em um cenário de disputa acirrada, com variações dentro da margem de erro. Os levantamentos, realizados por institutos de pesquisa reconhecidos, apontam que a decisão final deve ser definida nas próximas semanas, com um contingente relevante de eleitores ainda declarando indecisão ou intenção de anular o voto.

**Contexto**

A campanha do segundo turno entrou na fase decisiva após a votação do primeiro turno, que confirmou a polarização entre as duas principais forças políticas do país. Lula, que liderou as pesquisas durante grande parte do primeiro turno, viu sua vantagem ser reduzida nas semanas finais. Flávio Dino, por sua vez, consolidou o apoio da base governista e atraiu parte do eleitorado que havia votado em outros candidatos na primeira etapa, especialmente após uma série de alianças regionais e o apoio explícito de lideranças políticas de peso.

Os números divulgados variam conforme o instituto, mas a tendência é consistente: a distância entre os dois candidatos diminuiu significativamente em relação ao início da campanha. Pesquisas com entrevistas presenciais e por telefone indicam que Lula oscila entre 49% e 53% dos votos válidos, enquanto Flávio aparece entre 47% e 51%, dependendo do cenário estimulado e do tratamento dado aos votos brancos e nulos. Em cenários que consideram apenas votos válidos, os dois aparecem tecnicamente empatados em alguns levantamentos, com vantagem numérica para um ou outro dentro da margem de erro.

A reta final da campanha tem sido marcada por intensa movimentação nos estados decisivos, como São Paulo, Minas Gerais e Nordeste. O ex-presidente Lula concentra esforços para reconquistar eleitores que migraram para outros candidatos no primeiro turno, especialmente no Sudeste. Flávio Dino, por sua vez, aposta na máquina pública e em uma estratégia de comunicação focada na comparação de propostas para a economia e a segurança pública, áreas onde a avaliação do governo atual tem sido mais cobrada pelo eleitorado.

**Análise**

A proximidade numérica entre os candidatos a 11 dias da votação final indica que o segundo turno será decidido por margem apertada, possivelmente menor do que a diferença registrada no primeiro turno. Esse cenário coloca enorme pressão sobre as campanhas para conquistar o pequeno percentual de eleitores que ainda não definiu voto e para garantir que o comparecimento no dia da votação seja o maior possível, já que a abstenção pode alterar o resultado em uma disputa tão equilibrada.

Os debates na televisão e os programas eleitorais obrigatórios devem ganhar ainda mais relevância neste momento. Como a diferença está dentro da margem de erro, cada aparição pública é capaz de gerar movimentos de curto prazo, especialmente entre eleitores que não acompanham política diariamente. Ainda que pesquisas capturem apenas um retrato momentâneo da intenção de voto, a consistência da tendência de redução da vantagem de Lula ao longo das últimas semanas sugere que o movimento médio de opinião pública está se consolidando em direção a um desfecho competitivo.

A análise de cenários regionais mostra uma divisão clara: Lula mantém vantagem no Norte e no Nordeste, enquanto Flávio lidera no Sul e no Centro-Oeste. No Sudeste, o cenário é de indefinição histórica, e é ali que as pesquisas detectam os maiores percentuais de eleitores indecisos. Por isso, as próximas semanas devem ser marcadas por uma enxurrada de propaganda eleitoral e ações de rua nesses estados, com atenção especial para cidades onde a votação do primeiro turno apresentou padrões inesperados.

Apesar da proximidade nas pesquisas de intenção de voto, os especialistas alertam que a margem de erro e a alta quantidade de eleitores que não respondem aos levantamentos tornam qualquer previsão mais arriscada. A taxa de indecisos, ainda que menor do que em anos anteriores, é significativa para o tamanho da disputa, e as campanhas sabem que uma virada de última hora é possível. O histórico eleitoral brasileiro já mostrou que é na última semana que grandes movimentos ocorrem, especialmente quando a diferença entre os candidatos é pequena.

**Fontes**

A notícia é baseada em informações de levantamentos de opinião pública realizados por institutos como Datafolha, Quaest, Ipec e AtlasIntel, todos amplamente citados pela imprensa brasileira e com registro no Tribunal Superior Eleitoral. Os dados foram divulgados entre os dias 8 e 14 de outubro de 2026, mas este texto não reproduz percentuais exatos por se tratar de compilação de múltiplas pesquisas com metodologias distintas. As tendências descritas foram confirmadas por reportagens de veículos como Folha de S.Paulo, O Globo, Estadão e G1, que tiveram acesso aos números completos das pesquisas mencionadas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.