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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026) aponta o candidato Vicentinho com 49% das intenções de voto válidas no segundo turno para o governo do Tocantins, contra 42% de Dorinha. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura um empate técnico entre os dois postulantes. O levantamento foi encomendado por um veículo de comunicação nacional e ouviu 1.200 eleitores em 40 municípios tocantinenses entre os dias 11 e 13 de outubro.
**Contexto**
A disputa pelo Palácio Araguaia chega ao segundo turno após uma campanha de primeiro turno marcada por intensa polarização. Vicentinho, candidato apoiado por uma coligação de partidos de centro-esquerda, e Dorinha, que representa uma aliança de centro-direita, foram os mais votados entre os oito candidatos que concorreram no primeiro turno. O resultado da Quaest reforça a tendência de uma eleição decidida nos detalhes, com ambos os candidatos concentrando esforços em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi.
O instituto Quaest é reconhecido por sua metodologia de pesquisa presencial e por divulgar levantamentos com alto índice de acerto em eleições anteriores. A pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TO-09871/2026 tem nível de confiança de 95%. Os dados indicam que Vicentinho mantém vantagem entre eleitores com menor renda e no interior do estado, enquanto Dorinha lidera na capital e entre o eleitorado de maior escolaridade.
O cenário de empate técnico acende alertas nas campanhas. Ambos os candidatos intensificaram a agenda de rádio, televisão e redes sociais na reta final. Vicentinho aposta na associação com programas sociais e no apoio de lideranças locais, enquanto Dorinha destaca sua experiência em gestão e a pauta de crescimento econômico. A abstenção, que historicamente é elevada no segundo turno no Tocantins, pode ser fator decisivo.
**Análise**
A pesquisa Quaest consolida a percepção de que o segundo turno tocantinense é um dos mais competitivos do país em 2026. A vantagem numérica de Vicentinho, ainda que dentro da margem de erro, pode indicar um ligeiro crescimento após o primeiro turno. No entanto, a alta rejeição a ambos os candidatos — cerca de 10% para Vicentinho e 12% para Dorinha, segundo o mesmo levantamento — mostra que uma parcela do eleitorado ainda pode mudar de voto até o dia 30 de outubro.
O resultado também tem reflexos na política nacional. O Tocantins é um estado estratégico para as bancadas no Congresso, e o governo estadual pode influenciar a articulação de alianças para as eleições presidenciais. Partidos de ambas as coligações nacionais acompanham de perto a movimentação, com dirigentes já programando visitas de último minuto a Palmas. Analistas locais apontam que a participação de figuras nacionais pode deslocar votos em até dois pontos percentuais — o suficiente para definir o vencedor.
**Fontes**
- Instituto Quaest – pesquisa divulgada em 14 de outubro de 2026, registrada no TSE sob o número TO-09871/2026. - Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – dados oficiais de candidaturas e resultados do primeiro turno. - Perfil dos candidatos: Vicentinho (partido da coligação de centro-esquerda) e Dorinha (coligação de centro-direita), conforme registros eleitorais.
Por Renan Filho · 2026-10-14