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Uma nova pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta terça-feira, indica que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, venceria a disputa presidencial no estado já no primeiro turno. Segundo o levantamento, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto, contra 24% do ex-prefeito Fernando Haddad. O cenário foi simulado para a eleição de 2026, com os dois principais nomes da direita e da esquerda no maior colégio eleitoral do Brasil.
**Contexto**
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 24 de setembro, ouvindo 1.500 eleitores em 60 municípios paulistas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento considerou um cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Além da vantagem sobre Haddad, Tarcísio aparece com mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado, o que tecnicamente eliminaria a necessidade de um segundo turno no estado.
Tarcísio de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro e atual governador de São Paulo, consolidou-se como o principal nome da direita para a sucessão presidencial. Sua gestão à frente do estado mais rico do país tem sido avaliada positivamente por parte do eleitorado, especialmente nas áreas de infraestrutura e segurança pública. Haddad, por sua vez, foi prefeito de São Paulo e ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff. Em 2022, ele perdeu a disputa pelo governo paulista para Tarcísio por uma margem apertada, com 46,9% contra 53,1%.
Em um segundo cenário testado pela Quaest, sem a presença de outros candidatos, a diferença se mantém: Tarcísio marca 48%, contra 30% de Haddad. Em ambos os cenários, os votos brancos e nulos somam entre 15% e 20%, e os indecisos giram em torno de 10% a 12%.
**Análise**
A vantagem de Tarcísio em São Paulo não é surpresa para analistas políticos. O estado foi palco de uma forte migração de eleitores da centro-direita para o campo bolsonarista entre 2018 e 2022. Tarcísio, embora com perfil mais técnico que o ex-presidente, herdou parte desse capital político. A pesquisa demonstra que, na ausência de um nome forte do centrão ou de uma terceira via consolidada, o governador consegue unificar o eleitorado conservador paulista.
Esses números têm implicações nacionais. São Paulo concentra cerca de 22% do eleitorado brasileiro. Uma vitória de Tarcísio no primeiro turno no estado significaria um impulso enorme para sua campanha presidencial, reduzindo a necessidade de alianças caras e permitindo que ele concentre recursos em outros estados decisivos, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para Haddad, o cenário é preocupante. Embora ele ainda lidere em algumas pesquisas nacionais, a perda de São Paulo por larga diferença fragilizaria sua candidatura e abriria espaço para questionamentos internos no PT.
A pesquisa também aponta limites para o crescimento de Haddad no estado. Mesmo entre eleitores de menor renda e escolaridade, onde o PT tem tradicionalmente mais força, Tarcísio aparece numericamente à frente. A rejeição ao ex-prefeito, que gira em torno de 35% no levantamento, é um fator que trava sua expansão. No campo oposto, a rejeição a Tarcísio é de aproximadamente 25%, o que lhe dá maior margem para ampliar o eleitorado.
**Fontes**
Pesquisa Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00000/2026 (dados fornecidos pelo instituto). Os números citados referem-se aos cenários estimulados divulgados oficialmente. Para consulta à íntegra dos dados, recomenda-se o acesso ao site do instituto Quaest ou ao sistema de pesquisas eleitorais do TSE.
Por Renan Filho · 2026-09-29