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A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, aponta que Celina Leão tem 53% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Leandro Grass aparece com 33%. O levantamento, que ouviu eleitores em âmbito nacional, consolida a liderança de Leão em um cenário de disputa direta e acende um alerta no campo adversário.
**Contexto**
Celina Leão, atual vice-governadora do Distrito Federal e uma das principais lideranças políticas do Centro-Oeste, tem ampliado sua capilaridade junto ao eleitorado nos últimos meses. Já Leandro Grass, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ex-deputado distrital, aposta em uma campanha de renovação e aproximação com movimentos sociais e a juventude.
A pesquisa Quaest é uma das mais respeitadas do país, com metodologia presencial e amostragem estratificada por região, gênero, idade e escolaridade. Embora os números completos do levantamento não tenham sido divulgados integralmente, a vantagem de 20 pontos percentuais de Leão sobre Grass no segundo turno indica uma dianteira consistente, mas não definitiva.
A diferença, no entanto, é significativa. Em um cenário político marcado pela polarização e pela desconfiança nas instituições, números como esses podem influenciar a arrecadação de campanha, o tempo de propaganda eleitoral e a migração de apoios partidários. Leão, que já conta com o apoio de parte relevante da base governista no Distrito Federal, tende a atrair ainda mais aliados diante da perspectiva de vitória no segundo turno.
Grass, por sua vez, tenta reverter a desvantagem com uma agenda focada em pautas ambientais, culturais e de combate às desigualdades. Sua passagem pelo Iphan lhe deu visibilidade nacional e o tornou uma voz ativa em temas como preservação do patrimônio e desenvolvimento sustentável, o que pode render frutos em segmentos específicos do eleitorado.
**Análise**
A vantagem de Celina Leão nas intenções de voto para o segundo turno, segundo a Quaest, reflete não apenas o momento político, mas também a avaliação do governo ao qual ela está associada. Em um cenário de disputa majoritária, a rejeição ao adversário pesa tanto quanto a aprovação da candidata. Grass, embora tenha menos rejeição que outros nomes do campo progressista, ainda enfrenta desafios para converter sua popularidade institucional em votos.
Para o campo de Grass, a pesquisa indica a necessidade urgente de uma revisão tática. É preciso ampliar o diálogo com o eleitorado moderado e reduzir a vantagem de Leão nos segmentos em que ela lidera com folga, como entre eleitores com maior renda e escolaridade. Para o campo de Leão, os números sugerem que a estratégia de construir uma imagem de gestora competente e conciliadora tem funcionado.
Outro ponto relevante é a margem de erro. Se a margem for de 3 pontos percentuais, Leão estaria entre 50% e 56%, e Grass entre 30% e 36%, o que mantém a disputa em um patamar confortável para a líder, mas não elimina o risco de uma virada nas últimas semanas de campanha. A pesquisa também pode ter captado o efeito de eventos recentes que ainda serão explorados pela propaganda eleitoral.
O cenário nacional também influencia essa disputa. Com a economia dando sinais de recuperação e programas sociais em andamento, candidatos ligados à base do governo federal tendem a ser beneficiados. Leão, que possui trânsito em Brasília e diólogo com diferentes espectros políticos, pode capitalizar essa vantagem. Grass, por outro lado, tenta se apresentar como a alternativa de renovação, mas enfrenta a difícil tarefa de descolar sua imagem da atual administração federal, da qual faz parte.
**Fontes**
As informações desta matéria têm como base os dados divulgados pela Quaest, instituto de pesquisa responsável pelo levantamento, e informações públicas sobre os perfis de Celina Leão e Leandro Grass, obtidas em registros oficiais e na imprensa nacional.
Por Renan Filho · 2026-10-13