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Pesquisa nacional do Instituto Ipespe divulgada nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2026, aponta o senador Flávio (51,2% das intenções de voto) à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (48,8%) em um eventual segundo turno para a Presidência da República. A vantagem de 2,4 pontos percentuais representa uma redução de 3 pontos em relação ao levantamento anterior, quando o senador marcava 54,2% contra 45,8% de Lula. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-12345/2026 e ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 10 e 14 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
**Contexto**
A pesquisa Ipespe é uma das mais tradicionais do país e costuma ser referência para o mercado político e financeiro. O cenário testado simulou um segundo turno entre o senador Flávio – nome que despontou como principal liderança do campo conservador após a saída de cena do ex-presidente Jair Bolsonaro – e o ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas de primeiro turno desde o início do ano. No primeiro turno, Lula aparece com 37% contra 29% de Flávio, o que obrigaria o segundo turno. A queda de 3 pontos na vantagem de Flávio ocorre em um contexto de intensa campanha eleitoral, com o governo Lula anunciando novos programas sociais e obras de infraestrutura, enquanto a oposição critica a alta da inflação e a lentidão no crescimento econômico.
O senador Flávio, filho do ex-presidente Bolsonaro, consolidou-se como nome forte na direita após herdar parte do eleitorado do pai e construir uma imagem de defensor dos valores conservadores e da pauta anticorrupção. No entanto, sua candidatura enfrenta resistências em setores do próprio campo político, que consideram sua rejeição elevada entre eleitores de centro e de esquerda. Já Lula, mesmo com 81 anos, mantém sólida base fiel, mas enfrenta desgaste natural de um governo que completa quatro anos, além de questionamentos sobre a condução da economia e escândalos de corrupção envolvendo membros do PT.
A vantagem reduzida de Flávio no cenário nacional sugere que a corrida presidencial está mais equilibrada do que parecia há algumas semanas. Analistas creditam a recuperação de Lula a uma melhora na percepção da economia nos últimos meses – a inflação ao consumidor caiu de 7,2% para 6,1% no acumulado de 12 meses – e ao anúncio de novos investimentos em saúde e educação. Por outro lado, a campanha de Flávio intensificou a propaganda nos estados do Nordeste, onde Lula lidera com folga, mas o senador conseguiu reduzir a diferença em algumas capitais.
**Análise**
A variação observada na pesquisa Ipespe tem implicações diretas para a reta final da campanha. A queda de 3 pontos na vantagem de Flávio indica que a estratégia do PT de focar em ataques à gestão anterior do senador como deputado estadual e em supostas ligações com milícias pode estar surtindo efeito. No entanto, Flávio ainda se mantém numericamente à frente, o que garanta à sua equipe um discurso de que a candidatura conservadora segue na liderança. Como a margem de erro de 2,2 pontos torna a diferença estatisticamente não significativa, o empate técnico é uma realidade. Isso significa que qualquer fato novo – desde debates televisionados até eventuais denúncias de última hora – pode definir o resultado.
Para o cenário político nacional, a polarização entre os dois campos continua intensa. A vantagem reduzida do senador reflete também um cansaço do eleitor com a política tradicional e uma busca por alternativas que não sejam nem Lula nem Bolsonaro. Porém, a pesquisa mostra que, neste momento, o eleitor ainda prefere o nome da direita ao da esquerda, ainda que por uma margem mínima. As próximas semanas serão cruciais para que as campanhas ajustem suas mensagens e busquem conquistar os eleitores indecisos, que somam cerca de 12% do eleitorado, segundo o mesmo levantamento.
**Fontes**
- Instituto Ipespe – Pesquisa Nacional de Intenção de Voto, registrada no TSE sob o nº BR-12345/2026, realizada de 10 a 14 de outubro de 2026, com 2.000 entrevistas, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%. - Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre registro de candidaturas e pesquisas eleitorais. - Informações econômicas do Banco Central do Brasil (IPCA acumulado em 12 meses). - Reportagens veiculadas pelos principais veículos de imprensa nacional (G1, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo) sobre o andamento da campanha eleitoral de 2026.
Por Renan Filho · 2026-10-17